Ministro cobra nova liderança na Federação Italiana após terceira ausência em Copas

Declaração aumenta ainda mais a pressão sob o presidente da FIGC, Gabriele Gravina, que não renunciou ao cargo após novo vexame da Azzurra

2 abr 2026 - 00h12
(atualizado às 00h15)
Andrea Abodi, ministro do Esporte da Itália –
Andrea Abodi, ministro do Esporte da Itália –
Foto: Marco Rosi – SS Lazio/Getty Images / Jogada10

Um dia depois da eliminação da Itália na repescagem para a Copa do Mundo, o cenário no futebol do país ficou ainda mais turbulento. Isso porque o Ministro do Esporte, Andrea Abodi, cobrou mudanças profundas na Federação Italiana de Futebol (FIGC), aumentando a pressão sobre o presidente Gabriele Gravina, que permanece no cargo mesmo após mais um fracasso.

"Agradeço à equipe e ao treinador pelo compromisso que demonstraram, mas é evidente para todos que o futebol italiano precisa se reconstruir, e que este processo deve começar com uma renovação na liderança da FIGC [Federação Italiana de Futebol]. O governo demonstrou concretamente, nos últimos anos, seu compromisso com todo o esporte italiano. É exigido responsabilidade, humildade e respeito. A Itália deve voltar a ser a Itália no futebol mundial", declarou ele na cerimônia do prêmio Città dei Giovani 2026.

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A derrota nos pênaltis para a Bósnia significou que a Azzurra ficará fora de sua terceira Copa consecutiva — algo inédito para uma seleção que já levantou a taça mundial. A última participação foi em 2014, no Brasil, e a próxima oportunidade só virá, portanto, em 2030.

"Me entristece pensar que há toda uma geração de crianças e jovens que ainda não experimentaram a emoção de ver a seleção nacional jogar uma Copa do Mundo", prosseguiu o ministro.

Andrea Abodi, ministro do Esporte da Itália –
Foto: Marco Rosi – SS Lazio/Getty Images / Jogada10

Itália: opositores exigem renúncia imediata

Segundo o jornal "La Gazzetta dello Sport", opositores de Gravina enviaram uma carta à Primeira-Ministra Giorgia Meloni e ao próprio Ministro do Esporte. O pedindo era claro: a renúncia imediata de Gravina, que está à frente da FIGC desde outubro de 2018 e comandou os dois ciclos anteriores em que a Itália também não conseguiu se classificar (2022 e 2026). O clima, portanto, é de crise institucional e de forte cobrança por uma reestruturação no futebol italiano.

"É uma derrota definitiva. Quando não conseguimos nos classificar para três Copas do Mundo, é preciso refletir. O futebol italiano precisa ser reconstruído. Acho que quando uma organização como um todo fracassa em uma Copa do Mundo, fica claro que a liderança deve assumir a responsabilidade", encerrou Abodi.

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