Após o sucesso das Olimpíadas de Inverno, o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, classificou como um "desafio ambicioso" a ideia de a Itália sediar os Jogos Olímpicos de Verão de 2036.
Apesar dos obstáculos no processo de levar mais uma edição do megaevento esportivo ao país europeu, o político garantiu que a candidatura conjunta de Milão, Turim, Gênova e suas respectivas regiões "é um assunto sério".
"Estamos relançando a candidatura da região noroeste para os Jogos Olímpicos de Verão. Os primeiros a serem definidos serão os de 2036, e as cidades de Turim, Milão e Gênova, junto às regiões do Piemonte, Lombardia e Ligúria, compartilham esse ambicioso desafio", declarou Sala.
O prefeito de 67 anos acrescentou que as autoridades desejam "fortalecer a vocação esportiva e infraestrutural" dessas regiões italianas e destacou que os "investimentos podem ser limitados, graças ao novo formato dos Jogos distribuídos".
"Existem candidaturas para 2036 que não são europeias. Obviamente, precisaremos verificar se há outras propostas italianas e, em seguida, consultar o Coni. Mas, em resumo, os prefeitos e os governadores regionais estão motivados. Trata-se também de um projeto bipartidário", afirmou.
Sala acrescentou que a candidatura italiana deverá apostar na linha ferroviária de alta velocidade para integrar as cidades, mas reconheceu que as lideranças "ainda estão longe de definir como será o projeto, quem ficará responsável por cada área e quais instalações serão utilizadas". Caso a edição de 2036 não se concretize, o prefeito não descartou uma candidatura para 2040.
As autoridades interessadas em sediar os Jogos Olímpicos se reuniram hoje em um encontro operacional, marcando o início formal das discussões. Segundo comunicado, um elemento central da possível candidatura é "o compromisso com a construção de um projeto fortemente orientado à sustentabilidade ambiental e econômica, em consonância com as diretrizes mais recentes do Comitê Olímpico Internacional".
A disputa para receber as Olimpíadas de 2036 está amplamente aberta e envolvem uma série de países, entre eles o Catar, a Alemanha, a Índia, a Turquia e a África do Sul. Já Chile e Indonésia aparecem como possíveis interessados em entrar pela batalha. .