Ex-jogadores pressionam Tuchel por mudanças na Inglaterra

Saka, Rashford e Rogers ganham força após comentários de Gary Neville e Alan Shearer, que trabalham como analistas na TV inglesa

26 jun 2026 - 00h38
(atualizado às 00h38)

Bukayo Saka, Marcus Rashford e Morgan Rogers entraram de vez no debate sobre a escalação da Inglaterra para o jogo contra o Panamá, sábado (27), às 18h (de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, pela terceira rodada do Grupo L da Copa do Mundo. Depois do empate sem gols com Gana, Thomas Tuchel passou a conviver com pedidos por mais criatividade e agressividade ofensiva.

A Inglaterra começou a Copa com vitória por 4 a 2 sobre a Croácia e, portanto, criou expectativa por uma campanha dominante. No entanto, a atuação contra Gana mudou o tom da análise. A equipe teve posse, mas encontrou dificuldade para furar uma defesa bem organizada. Assim, o rendimento dos pontas virou tema central antes da última rodada da fase de grupos.

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Gary Neville, comentarista da Sky Sports, defendeu uma alteração específica no lado esquerdo do ataque. Para o ex-lateral da seleção inglesa, Morgan Rogers poderia entrar no lugar de Anthony Gordon contra o Panamá. Ainda assim, Neville evitou uma cobrança mais dura sobre o jogador do Newcastle.

"Não quero cair em cima de Anthony Gordon, porque ele é um jogador muito bom e, para ser justo, teve dois jogos difíceis. Mas não achei que Marcus Rashford deveria ter entrado. Na verdade, achei que deveria ter sido Morgan Rogers", disse Neville.

Na avaliação do ex-jogador, Rogers poderia oferecer uma característica mais útil para enfrentar uma equipe que deve defender em bloco baixo. Por isso, Neville vê o meia-atacante como alternativa para dar mais conexão e inteligência ao setor.

"Estamos falando sobre esse debate entre Rogers e Jude Bellingham, sobre quem joga ali. Bem, Bellingham vai jogar como camisa 10. Eu, na verdade, gosto da ideia de Rogers saindo pelo lado esquerdo. Acho que ele tem um pouco mais", afirmou.

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Ex-lateral pede mais mudanças

Neville também citou Eberechi Eze como opção, mas deixou clara sua preferência por Rogers. Além disso, separou o tipo de jogo em que usaria Rashford ou Gordon do cenário que imagina contra o Panamá.

"Não me importo com Eze ali também, mas prefiro Rogers porque acho que ele tem um pouco mais de pernas. Mas acho que alguém que talvez consiga se conectar um pouco melhor pelo lado esquerdo para nós, alguém com um pouco mais de inteligência de jogo", declarou.

"Rashford e Gordon são explosivos. Eles são os jogadores que, realmente, se você está contra-atacando, quer ter em campo. Mas, se o Panamá for muito difícil de quebrar, você vai precisar de jogadores com um pouco mais de invenção, um pouco mais de sutileza no jogo", completou.

A discussão, porém, não se limita ao lado esquerdo. Alan Shearer também entrou no debate e defendeu que Saka e Rashford comecem como titulares diante do Panamá. Os dois saíram do banco nos dois primeiros jogos da Inglaterra e, até agora, ainda não começaram uma partida nesta Copa.

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Alan Shearer foi campeão inglês pelo Blackburn em 1994/95 e também jogou pela seleção inglesa – Reprodução/Site Premier League
Alan Shearer foi campeão inglês pelo Blackburn em 1994/95 e também jogou pela seleção inglesa – Reprodução/Site Premier League
Foto: Jogada10

Saka aparece como nome forte justamente porque a Inglaterra sentiu falta de criatividade contra Gana. O atacante do Arsenal vem de controle físico ao longo do torneio, mas, ainda assim, deu energia ao time quando entrou. Além disso, participou da jogada do segundo gol inglês contra a Croácia, em lance concluído por Rashford.

Tuchel pensa em Rashford

Rashford, por sua vez, também busca espaço. O atacante marcou contra a Croácia, mas teve poucos minutos diante de Gana. Agora, portanto, passa a disputar uma vaga em um ataque que começou a Copa com Anthony Gordon e Noni Madueke pelos lados. A dúvida de Tuchel passa por equilíbrio: manter a estrutura que iniciou o torneio ou acelerar a entrada de jogadores mais decisivos no último terço.

Foto: Richard Pelham/Getty Images - Legenda: Entrada de Bukayo Saka é uma das mudanças que Thomas Tuchel pode fazer no time da Inglaterra / Jogada10

Tuchel, entretanto, evita tratar a questão como solução individual. Depois do empate com Gana, o técnico indicou que pode fazer mudanças, mas sem desmontar a equipe. Além disso, a Inglaterra ainda precisa confirmar o primeiro lugar do grupo. Por isso, uma rotação ampla perdeu força.

O cenário do Grupo L reforça o peso da decisão. Inglaterra e Gana somam quatro pontos, enquanto a Croácia tem três. O Panamá, já eliminado, ainda não pontuou. Portanto, os ingleses dependem de uma vitória para encaminhar a liderança, embora ainda precisem observar o resultado de Gana contra a Croácia.

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A partida contra o Panamá, assim, virou um teste duplo para Tuchel. De um lado, a Inglaterra precisa vencer para evitar riscos desnecessários na chave. De outro, precisa mostrar que consegue criar contra adversários fechados. Nesse contexto, Saka, Rashford e Rogers ganharam força como respostas possíveis para um ataque que saiu de campo sem gol pela primeira vez na Copa.

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