Weverton dá forte declaração após classificação do Grêmio na Copa do Brasil

8 nov 2026 - 00h25
Resumo
Após o empate por 1 a 1 contra o Atlético-MG, que garantiu o Grêmio na final da Copa do Brasil de 2026 com defesas decisivas suas, o goleiro Weverton desabafou sobre a saúde mental no futebol. O atleta destacou que sua maior conquista na carreira é o equilíbrio emocional para separar as derrotas em campo da convivência familiar. Consciente de seu papel como líder para os mais jovens, ele ressaltou a gratidão por sua trajetória e afirmou que o futebol não define sua identidade pessoal.

O goleiro Weverton, do Grêmio, fez um desabafo sobre os desafios emocionais enfrentados pelos jogadores de futebol e revelou como aprendeu a separar as frustrações profissionais da vida familiar. Após a classificação à final da Copa do Brasil de 2026, o arqueiro concedeu entrevista ao SporTV e destacou que encontrar equilíbrio emocional se tornou uma das maiores conquistas de sua carreira.

Foto: Lucas Uebel/Gremio FBPA / Gávea News

O Tricolor garantiu a classificação neste sábado (7), após empatar por 1 a 1 com o Atlético-MG, na Arena MRV. O arqueiro teve participação importante no resultado, realizando defesas decisivas.

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"A maior vitória que eu tenho no futebol é isso: achar o equilíbrio. É muito difícil hoje. O jogador tem que ser muito forte mentalmente, muito resiliente. Então, o que eu mais agradeço a Deus é quem eu sou hoje. Eu sou o mesmo ganhando ou perdendo", afirmou.

O experiente goleiro também explicou que entende sua responsabilidade dentro do elenco gremista. Além de contribuir com boas atuações, Weverton acredita que precisa servir de exemplo para os jogadores mais jovens.

"Eu sei que o Grêmio me trouxe aqui com um propósito de entregar performance, de fazer a diferença, de ajudar os mais jovens. Essa é a minha missão. Muitas vezes eu cheguei em casa, e parei na porta chateado e dizia: 'Os meus filhos não têm nada a ver com a minha derrota. Eu tenho que respirar e ser o melhor pai possível'", seguiu.

"Porque, se eu chegar em casa e não for um bom pai, os meus filhos vão olhar pra mim e dizer: 'Eu não quero me casar, porque, na minha família, meu pai só chega emburrado, infeliz, ou grita com a minha mãe, ou não trata a minha mãe bem'. Eu muitas vezes entrei em casa chateado pela derrota e tive que respirar e dizer: 'Agora eu tenho que ser o pai. Agora eu tenho que tirar minha roupa de goleiro e ser um bom marido, ser um bom pai e ser um bom filho', quando minha mãe era viva", opinou.

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O goleiro ressaltou que essa mudança de postura foi fundamental para preservar suas relações pessoais. Segundo ele, permitir que as derrotas determinem seu comportamento poderia prejudicar não apenas sua saúde emocional, mas também as pessoas próximas.

"Porque, senão, você não aguenta. E principalmente as pessoas que estão à tua volta também não aguentam. O futebol não define quem eu sou, na vitória nem na derrota. Eu sou quem eu sou. Eu sou o que Deus pensa ao meu respeito."

Por fim, Weverton demonstrou gratidão pela trajetória construída no futebol e pela oportunidade de continuar disputando títulos importantes. O goleiro reconheceu as mudanças provocadas pelo tempo, mas afirmou que pretende encerrar a carreira com tranquilidade e satisfação pelo esforço dedicado à profissão.

"Eu sou um cara muito feliz e muito grato, porque Deus me deu um talento pra jogar futebol e eu tenho dado o meu melhor todos os dias. Já estou careca, com barba branca, já estou com tudo, mas feliz. Porque, no dia que eu deixar o futebol, eu vou deixar em paz. Eu nunca tive lesões graves, a não ser no ano passado. Estou feliz por tudo que eu estou vivendo e grato a Deus por essa oportunidade de jogar mais uma final", completou.

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