A diretoria do Grêmio cumpriu a promessa feita ao elenco e zerou as pendências financeiras do futebol profissional. Na última sexta-feira (24), o clube quitou todos os salários e direitos de imagem que estavam atrasados. Para demonstrar comprometimento, a gestão também antecipou os valores de imagem que venceriam apenas no final de julho.
O alívio no caixa veio da Itália. A regularização das contas só foi possível após a Fiorentina depositar a primeira parcela da compra do zagueiro Viery. O repasse europeu demorou por questões burocráticas envolvendo documentação e visto de trabalho, mas o defensor já deixou Porto Alegre e foi apresentado pelo novo clube.
De acordo com apuração do jornal 'Zero Hora', a dívida gremista chegou a bater uma folha salarial inteira e metade de outra. O clube já havia pago uma parte do montante antes do jogo contra o Mirassol, honrando o pacto feito com os atletas no período mais crítico. O pagamento de sexta-feira liquidou o restante do saldo.
A estratégia da gestão é blindar o elenco e honrar compromissos. O executivo Paulo Pelaipe já havia sinalizado essa postura ao afirmar que o principal investimento do clube para o restante da temporada seria manter a folha salarial em dia.
Embora a venda da promessa da base tenha resolvido a emergência, o clube sabe que precisa de novas receitas para o restante da temporada. O plano financeiro envolve reduzir o teto salarial do elenco, buscar contratações de menor custo e negociar outros jogadores para aliviar a folha.
Além disso, a prioridade nos bastidores é encontrar um patrocinador máster para a camisa, espaço que está vazio desde dezembro. Sem essa receita fixa, o Tricolor precisou depender de vendas e acordos para evitar que a crise financeira prejudicasse ainda mais o desempenho dentro de campo.