Vasco pode ter falência pedida se empréstimo milionário não sair; entenda

Justiça ainda analisa financiamento da Almirante Participações, enquanto clube afirma precisar dos recursos para manter o fluxo de caixa

30 ago 2026 - 04h47
Resumo
Em recuperação judicial, o Vasco aguarda aval da Justiça para obter um empréstimo DIP de até R$ 150 milhões com a Almirante Participações, de Marcos Lamacchia. Com caixa garantido apenas até o fim de agosto, o clube precisa do montante para honrar despesas básicas, como salários e o plano de credores, afastando o risco de colapso financeiro e falência. A Justiça ainda analisa os impactos do endividamento e a relação da operação com uma possível venda da SAF ao investidor.

O Vasco atravessa um dos momentos mais delicados de sua recuperação financeira. O clube aguarda uma definição da Justiça sobre um empréstimo de até R$ 150 milhões negociado com a Almirante Participações, empresa de Marcos Lamacchia.

Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ X @AtencaoVascainos
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ X @AtencaoVascainos
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ X @AtencaoVascainos / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que a operação foi apresentada como um financiamento DIP, modalidade utilizada por empresas em recuperação judicial para obter recursos e manter suas atividades. O problema é que o pedido ainda não foi autorizado.

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A Justiça determinou novas análises sobre a situação financeira antes de liberar o dinheiro. O caixa do Vasco estaria garantido apenas até o fim de agosto, segundo o processo. Sem novos recursos em setembro, o clube pode enfrentar dificuldades para honrar compromissos básicos.

Risco de falência entra no debate

A possibilidade de falência não significa que o Vasco tenha recebido uma decretação ou que isso ocorrerá automaticamente caso o empréstimo seja rejeitado. O alerta está relacionado à incapacidade de cumprir obrigações financeiras e ao andamento da recuperação judicial.

Credores já demonstraram preocupação com o risco de atrasos em salários e compromissos do plano. A falta de liquidez pode afetar folha salarial, encargos trabalhistas e fornecedores. Também há preocupação com os pagamentos previstos na recuperação judicial.

Por que os R$ 150 milhões são importantes?

O Vasco sustenta que o financiamento é necessário para preservar o funcionamento do clube e garantir liquidez no curto prazo. O dinheiro também permitiria administrar compromissos financeiros enquanto o processo de recuperação judicial avança.

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Para a diretoria, os recursos ajudariam a aliviar o caixa e dar previsibilidade ao clube. A Justiça avalia se o novo endividamento é compatível com a situação financeira. O receio é ampliar o passivo sem solucionar o problema estrutural.

Almirante Participações já emprestou R$ 40 milhões

A preocupação ganhou dimensão porque a Almirante Participações já concedeu R$ 40 milhões ao Vasco em julho. A operação foi autorizada pela Justiça e não prevê juros remuneratórios. O valor será descontado do aporte que Marcos Lamacchia pretende realizar caso assuma a SAF.

Se a negociação não avançar, o Vasco terá de quitar o empréstimo. Com o novo pedido de R$ 150 milhões, aumenta a exposição ao grupo de Lamacchia. A Justiça também avalia os efeitos da operação sobre a venda da SAF.

O histórico com a família Lamacchia

A relação financeira começou antes da operação atual. Em outubro de 2025, o Vasco recebeu R$ 80 milhões da Crefisa, empresa de José Roberto Lamacchia, pai de Marcos. O financiamento foi autorizado pela Justiça e teve ações da Vasco SAF como garantia.

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O clube ofereceu 20% das ações, mas reduziu a garantia para 10%. Se Lamacchia assumir a SAF, os empréstimos poderão ser incorporados ao investimento. Caso contrário, as obrigações financeiras permanecem com o Vasco.

Próximos passos

A Justiça ainda precisa avaliar as novas informações antes de decidir sobre os R$ 150 milhões. O processo envolve preocupações com o fluxo de caixa, o aumento do endividamento e a própria venda da SAF.

Enquanto isso, a diretoria vascaína tenta demonstrar que o dinheiro é necessário para evitar uma deterioração ainda maior das contas. O desafio é encontrar equilíbrio entre a necessidade imediata de caixa e o risco de ampliar uma dívida que já pressiona o futuro financeiro do clube.

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