Quem pode substituir o Irã na Copa do Mundo? Iraque e Emirados Árabes despontam

Seleção iraniana desiste de participar do Mundial por causa de guerra no Oriente Médio

11 mar 2026 - 11h54
(atualizado às 12h47)

O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Doyanmali, afirmou nesta quarta-feira, 11, que o Irã não irá mais disputar a Copa do Mundo 2026. O país vive contexto de guerra no Oriente Médio após os ataques coordenados de Estados Unidos e Israel. Procurada pela reportagem, a Fifa ainda não se manifestou sobre qual será a solução para a saída da seleção iraniana do Mundial, mas Iraque e Emirados Árabes despontam entre as concorrentes caso haja uma substituição.

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Dirigentes da Fifa se reuniram nas últimas semanas para debater a questão da guerra no Oriente Médio, cujo protagonista é os EUA, país sede da Copa ao lado de México e Canadá. A mudança de local do torneio foi prontamente descartada, assim como o adiamento da competição.

Segundo o regulamento da Fifa, a entidade ficar livre para escolher como bem entender qual solução será aplicada em caso de desistência de uma seleção da Copa. Ou seja, existe a possibilidade de o Mundial ser realizado com 47 seleções em vez de 48.

Caso a Fifa decida pela inclusão de um substituto ao Irã, uma das soluções seria dar a vaga do Irã a outra seleção da Confederação Asiática. O Iraque disputa, no fim de março, a repescagem mundial no México. No duelo decisivo, encara o vencedor do confronto entre Bolívia e Suriname. Caso seja derrotado, a seleção iraquiana passa a ser o principal candidato a herdar a vaga. Se vencer, quem sobe na lista é os Emirados Árabes, melhor seleção asiática das Eliminatórias que ficou fora da Copa.

Outra possibilidade seria classificar quem perder para o Iraque na repescagem, Bolívia ou Suriname. A decisão não afetaria a isonomia na divisão de continentes por grupos, já que no Grupo G há um europeu (Bélgica), um africano (Egito) e um representante da Oceania (Nova Zelândia).

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Este sistema, popularmente conhecido como "lucky loser" ("perdedor sortudo", em tradução literal), é utilizado especialmente em torneios de tênis quando um atleta não consegue passar da fase classificatória, mas herda a vaga após uma desistência na chave principal.

O Irã tem jogos marcados em Inglewood, na Califórnia, contra a Nova Zelândia e Bélgica, em 15 e 21 de junho, e na cidade de Seattle, em Washington, contra o Egito, no dia 26 de junho.

O regulamento da Fifa prevê uma multa mínima de 250 mil francos suíços (R$ 1,6 milhão) para a equipe que abandonar o torneio. A Federação Iraniana de Futebol também corre o risco de sanção e ficar excluída de competições internacionais masculina, feminina e categorias de base.

Guerra no Oriente Médio

A guerra entre os Estados Unidos e o Irã começou no fim de fevereiro de 2026, quando forças americanas e israelenses lançaram uma série de ataques contra instalações militares e estratégicas iranianas. O aiatolá Ali Khamenei, que governava o país desde 1989, foi morto no primeiro dia de conflito. O seu filho, Mojtaba Khamenei, foi o escolhido para ser o sucessor.

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EUA e Irã mantêm uma longa rivalidade política. Para críticos do regime iraniano, o país apoia organizações armadas e mantém um programa nuclear considerado uma ameaça à segurança internacional. O ataque foi planejado pelo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o presidente americano, Donald Trump, em meados de fevereiro.

Após os primeiros ataques, o Irã revidou e atacou bases dos EUA e aliados na região do Golfo. O confronto também atingiu rotas estratégicas de energia, como o Estreito de Ormuz, por onde percorre uma parcela significativa do petróleo mundial, aumentando o risco de impactos econômicos em escala global.

Até agora, a guerra já provocou milhares de mortes, feridos e destruição no Irã. Não há a expectativa de cessar-fogo e há temor de que o conflito se prolongue ou envolva outros países do Oriente Médio.

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