A Copa do Mundo de 2026 é um exemplo de como a política está cada vez mais presente no futebol. A guerra entre Estados Unidos e Irã é um contexto histórico capaz de mudar a forma como as pessoas irão assistir ao torneio. Em vídeo divulgado pela agência de notícias Fars, o presidente da Federação do Irã, Mehdi Taj, fez uma ameaça aos EUA de Donald Trump.
"Vamos boicotar os Estados Unidos, mas não vamos boicotar a Copa do Mundo", declarou o dirigente.
A federação iraniana busca um acordo com a Fifa e planeja disputar suas partidas da Copa nas sedes mexicanas. Porém, de acordo com o jornal The Times, a entidade máxima do futebol mundial não deve aceitar o pedido.
O Irã é uma das forças do futebol asiático e participou das três últimas Copas do Mundo. Nas eliminatórias asiáticas, eles venceram sete jogos, empataram duas vezes e apenas tiveram uma derrota em dez jogos. O Irã foi sorteado no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Para Trump, a presença do Irã na Copa do Mundo não seria algo apropriado. No entanto, os iranianos responderam: "Ninguém pode excluir a seleção nacional do Irã da Copa do Mundo. O único país que poderia ser excluído é aquele que ostenta apenas o título de "anfitrião", mas não tem capacidade para garantir a segurança das equipes participantes deste evento global".