Nova regra da CBF já ameaça 9 clubes da Série A; veja

Vasco e Internacional lideram a lista de equipes que precisarão rever o elenco para 2027

3 out 2026 - 08h33
(atualizado às 08h33)
Resumo
A CBF determinou a redução gradual de jogadores estrangeiros relacionados por jogo na Série A: o teto cairá dos atuais nove para oito em 2027 e chegará a cinco em 2030, visando valorizar atletas brasileiros sub-23. A nova medida já impacta o planejamento de nove clubes que hoje ultrapassam esse limite, como Internacional e Vasco, que lideram a lista com doze estrangeiros cada. O cenário exigirá reavaliação financeira e esportiva em contratações, empréstimos e até processos de naturalização.

A nova regra para estrangeiros começa a produzir efeitos antes mesmo de entrar em vigor. A partir de 2027, os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro poderão relacionar no máximo oito jogadores estrangeiros por partida, contra nove atualmente.

Foto: Rafael Ribeiro/ CBF
Foto: Rafael Ribeiro/ CBF
Foto: Rafael Ribeiro/ CBF / RTI Esporte

Um levantamento com os elencos registrados em setembro mostra que nove equipes já ultrapassariam o novo teto. Vasco e Internacional aparecem no topo, com 12 estrangeiros cada. Botafogo e Athletico-PR têm 11, enquanto Flamengo e Grêmio contam com dez.

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Atlético-MG, Bahia e Fluminense possuem nove. A mudança será gradual. O limite cairá anualmente até chegar a cinco estrangeiros por jogo em 2030. A proposta da CBF busca ampliar o espaço para jogadores brasileiros, especialmente os de até 23 anos.

O impacto, porém, não significa necessariamente uma onda de dispensas. A regra será aplicada à súmula. Um clube poderá manter mais estrangeiros no elenco, desde que alguns fiquem fora da relação em cada rodada.

Manter jogador fora pode custar caro

Além disso, a questão passa a ser financeira e esportiva. Clubes que mantiverem atletas estrangeiros com salários elevados terão de administrar jogadores que podem não estar disponíveis em determinadas partidas.

O cenário tende a influenciar contratações, renovações, empréstimos e até processos de naturalização. Para os clubes mais afetados, a composição do elenco precisará ser pensada não apenas pelo desempenho dos atletas, mas também pelo número de vagas disponíveis.

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Vasco e Inter têm maior excesso

O Vasco aparece com quatro jogadores acima do limite de 2027. O clube tem nomes como Pumita Rodríguez, Santiago Sosa, Johan Rojas, Alan Lescano, Loide Augusto, Marino Hinestroza, Facundo Colidio, Andrés Gómez e Claudio Spinelli, além de outros estrangeiros.

No Internacional, a situação também exige planejamento. O clube tem 12 estrangeiros, mas alguns vínculos podem terminar ao fim da temporada. Gabriel Mercado e Sergio Rochet estão entre os casos que podem alterar naturalmente a composição do elenco.

Flamengo também terá de fazer escolhas

Com dez estrangeiros, o Flamengo precisaria deixar dois jogadores fora da relação caso mantivesse o elenco atual. Rossi, Varela, Pulgar, Arrascaeta, Nicolás de la Cruz, Saúl Ñíguez, Gonzalo Plata, Anthony Valencia, Joaquín Freitas e Jorge Carrascal formam o grupo.

Regra ficará ainda mais rígida

O problema tende a aumentar nos anos seguintes. Em 2030, por exemplo, somente cinco estrangeiros poderão ser relacionados por partida. A diferença em relação ao cenário atual será, portanto, de quatro vagas.

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A CBF pretende utilizar a mudança para ampliar a participação de jogadores brasileiros Sub-23. Em contrapartida, os clubes precisarão adaptar os seus elencos a uma realidade na qual contratações internacionais terão de considerar também a disponibilidade de vagas.

Com nove clubes acima do teto de 2027, a mudança já afeta o planejamento da Série A. Naturalizações, transferências e contratos no fim da temporada serão decisivos, com empréstimos e negociações entre as alternativas para ajustar os elencos.

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