Wallace Neguerê, de 45 anos, se apresentou para o fã de futebol com vídeos bem-humorados ao lado do filho nas redes sociais. O sucesso no mundo digital levou o ex-empresário para o comando do SBT Sports de Brasília, onde foi criado. Desde o início de 2026, porém, um novo desafio começou na vida do jornalista e influenciador: a missão de comandar um programa no canal N Sports o levou para uma mudança a São Paulo.
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“Eu estava em Brasília, âncora do SBT Esportes Brasília e estava consolidado, a audiência indo muito bem, um trabalho que a gente batalhou muito para poder construir. E aí a NSports não mediu esforços, foi lá em Brasília, me buscou e apresentou um projeto muito bacana. Me deu total liberdade pra eu poder estar criando e trazendo essa nova forma de falar de futebol. Estou adorando”, conta ao Terra.
No Deu Jogo, Neguerê recebe diariamente convidados para o debate da rodada e dos assuntos recorrentes do mundo da bola. Com a missão de conduzir um programa, o influenciador conta que divide a rotina com a faculdade de jornalismo.
“É complicado, porque a gente não tem tempo, mas a gente dá um jeitinho, é bom. Porque existe um preconceito com quem vem da internet e ocupa esse espaço, muita gente não gosta também. E aí muita gente acha errado dar esse tipo de oportunidade para as pessoas que não são da área”, relata o apresentador.
Mesmo com o momento de ascensão profissional, Neguerê luta contra uma inimiga de longa data: a depressão. Na batalha pessoal, ele conta com acompanhamento médico e as atividades esportivas.
“É um fantasma que vive na cabeça da gente e a gente vive um dia de cada vez. São muitos gatilhos que a gente vem destravando, mas consegue controlar. A questão da saúde mental é muito importante. Muita gente não liga, mas é importante. Está sempre alinhado com o nosso interior”, explica.
Com sua personalidade bem-humorada nas redes sociais, o comunicador entende que precisa lidar de uma maneira diferente com os problemas: “Hoje, eu trabalho com isso e com imagem. Preciso estar bem para poder ser vendido, isso é importante, mas a minha saúde mental ficou muito fragilizada. Sou uma pessoa que me cobro muito todo dia. Sou o primeiro a chegar aqui e o último a sair.”
Nesta luta, o Vasco da Gama e o futebol também servem como “válvula de escape” para Neguerê. Hoje, porém, seus conteúdos vão além de mostrar o dia a dia do torcedor cruzmaltino e envolvem o futebol de maneira geral.
“Por incrível que pareça, meus maiores haters são os vascaínos. A gente sabe que não é maioria, mas a gente consegue tirar isso de letra. Uma das coisas que mexe muito com a cabeça da gente é ler certos comentários que a gente passa. Mas a maioria esmagadora, com os seus elogios e isso, conforta”, completa.