O Flamengo foi eliminado pelo Estudiantes na semifinal da Libertadores na noite desta quinta-feira, 23, em pleno Maracanã, no Rio de Janeiros, nos pênaltis após empate em 0 a 0 no tempo normal. O goleiro uruguaio pegou as cobranças de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique.
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Os argentinos enfrentarão na final o Palmeiras, que eliminou o Fluminense na quarta-feira. A final será no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai, em 28 de novembro.
Diferente do primeiro jogo, o Flamengo até conseguiu ter posse de bola, jogou todo o segundo tempo com um jogador a mais, porém novamente não teve eficiência no ataque para tentar ao menos dar trabalho ao goleiro.
Com a eliminação, o time carioca deixa de reeditar a final da temporada passada, uma vez que o Palmeiras eliminou o Fluminense, também nos pênaltis. A final entre Brasil e Argentina será no dia 28 de novembro, no estádio Centenário, no Uruguai, coincidentemente, palco do título paulista em 2021.
Agora o Flamengo tem somente o Campeonato Brasileiro para disputar até o fim do ano. Defendendo a liderança, com um ponto à frente do Palmeiras, entra em campo na segunda-feira, diante do Atlético-MG, no Maracanã, no encerramento da 32ª rodada.
O Flamengo iniciou a partida ansioso. Acelerado, forçava lançamentos e cruzamentos na área sem trabalhar a bola. Enquanto o Estudiantes era frio em campo. Além de interromper qualquer avanço carioca, levou perigo com Rojo, parando em grande defesa de Rossi e, no rebote, Alex Sandro cortou. Na sequência, Baltasar experimentou de longe e carimbou a trave. O lance fez o Flamengo entender a partida. Com isso, passou a colocar a bola no chão e buscar as triangulações com calma.
Com pouco tempo, já equilibrou o duelo no número de finalizações, com Pedro fazendo lindo pivô de calcanhar para Emerson Royal, que chutou em cima de Núnez. Depois, o próprio camisa 09 tentou chute cruzado e Carrascal não chegou a tempo. Apesar de imprimir bom volume na reta final, o time de Leonardo Jardim não conseguiu traduzir em chances reais de gols e repetiu o desempenho ofensivo na Argentina, onde sequer conseguiu obrigar o goleiro Muslera a trabalhar.
O Flamengo voltou com a mesma postura do intervalo e ganhou um ânimo a mais quando Baltasar Rodríguez foi expulso com o segundo cartão amarelo. Com um a mais, enfim conseguiu colocar Muslera para trabalhar, em chute de Lucas Paquetá de fora da área. Ainda encaixotado na retranca do Estudiantes, Leonardo Jardim acionou Arrascaeta e conseguiu trocar mais passes próximo da área, mas ainda assim esbarrava na defesa argentina na hora da conclusão.
Com o passar do tempo e sem conseguir passar pela muralha adversária, a tensão foi tomando conta do ambiente. O Estudiantes já se abdicou de jogar, reservando-se apenas em rifar a bola. Na reta final, o Flamengo subiu o tom na pressão e Plata parou em Muslera. Depois o goleiro tirou com os olhos o cabeceio de Paquetá, tirando tinta da trave. Nos acréscimos, o time carioca voltou a abusar de lançamentos na área e, com a efetividade passando longe, a decisão foi para os pênaltis.
A série foi aberta com Arrascaeta e Sosa convertendo suas cobranças. Porém, Jorginho, com seu tradicional pulo antes do chute, parou em Muslera. Para sorte carioca, Cetré chegou a converter pela primeira vez, mas houve dois toques, na sua segunda oportunidade, isolou. Entretanto, Paquetá também parou no goleiro uruguaio e viu Mancuso colocar os argentinos na frente. Léo Pereira manteve o sonho vivo, mas na última cobrança, Bruno Henrique também parou em Muslera e deu adeus ao sonho do pentacampeonato. (*Com Estadão Conteúdo)