Clubes mais vitoriosos nos últimos anos no futebol brasileiro, Palmeiras e Flamengo travam também disputa também nos bastidores com trocas de farpas. A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, ironizou Luiz Eduardo Baptista, o Bap, mandatário do clube do Rio, por shows no Maracanã, estádio que é gerido pelo rival e pelo Fluminense.
"Vi na imprensa que fecharam com uma empresa para que haja shows no Maracanã. Poxa, será que o Flamengo está querendo largar futebol e vai virar casa de espetáculo?", afirmou Leila em trecho de podcast inédito na TV Palmeiras ao qual a ESPN teve acesso. "Oriento ele (Bap) a botar gramado sintético. Até indico o nosso gramado, que é espetacular. Ele vai gostar. Eu tenho certeza", completou.
A declaração de Leila Pereira foi uma resposta a Bap, que na semana passada criticou o uso de gramados sintéticos por clubes da elite do futebol brasileiro, como o Palmeiras. Ele provocou o rival e citou o fato do Allianz Parque também abrigar shows além de partidas do time. O dirigente afirmou que este tipo de piso deve ser usado apenas quando não é possível ser utilizado o natural.
"Gente, o campo de plástico é uma forma de você poder manter o futebol vivo em países que passam oito ou nove meses por ano debaixo de gelo. Não é só ter um custo de manutenção menor, é para ganhar dinheiro com show. Quem quer ganhar dinheiro com show tem que mudar de segmento, vai fazer show. Quem quer ganhar dinheiro com futebol, quer o futebol forte do Brasil, deveria defender o campo natural de grama", afirmou Bap.
A disputa entre Palmeiras e Flamengo nos bastidores do futebol brasileiro ganhou uma nova polêmica. Em trecho de podcast ainda inédito na TV Palmeiras e ao qual a ESPN teve acesso, Leila Pereira ironizou a decisão do Maracanã em sediar shows a partir de 2027.
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— SportsCenter Brasil (@SportsCenterBR) May 1, 2026
O presidente do Flamengo afirmou ainda que ser contra o uso de gramado sintético não deveria se tratar de uma polêmica, já que este tipo de piso desvalorizaria as competições. "Ou você tem uma liga de primeiro mundo com campos de grama, ou você não vai ter uma liga de primeiro mundo, porque a gente fica tentando criar subterfúgios e penduricalhos aqui e acolá."
Ele acrescentou que a posição do Flamengo é muito clara e que o clube não tem poder para decidir sobre o assunto. "Se pudesse, já teria feito. Quem pode e deve cuidar disso é a CBF."