A seleção do Irã voltou a chamar atenção na Copa do Mundo de 2026 por um gesto que ultrapassou as quatro linhas. Após o empate em 1 a 1 com o Egito, em Seattle, os iranianos deixaram uma carta escrita à mão no vestiário agradecendo a hospitalidade da cidade e reforçando uma mensagem de fair play, honra e justiça, em meio às recentes críticas da delegação à Fifa e aos Estados Unidos por questões logísticas.
No texto, os jogadores destacaram que o futebol representa mais do que a busca por resultados. A mensagem afirma que o respeito não pode ser conquistado apenas com vitórias e defende que somente por meio da justiça e da honra é possível permanecer "de cabeça erguida diante da história". A carta ainda agradece o apoio dos torcedores iranianos e reafirma o orgulho da seleção em representar o país.
O gesto acontece dias depois de o Irã repetir o mesmo ritual realizado após o empate contra a Bélgica, transformando a iniciativa em uma marca da equipe durante o torneio. Ao mesmo tempo, a seleção vive um momento de tensão extracampo, após manifestações públicas de jogadores e dirigentes criticando as dificuldades enfrentadas desde a chegada aos Estados Unidos para a disputa do Mundial.
Dentro de campo, os iranianos ficaram muito próximos de garantir a classificação para o mata-mata. Nos acréscimos da partida contra o Egito, Khalilzadeh marcou o que seria o gol da vitória, mas o lance acabou anulado pelo VAR por um impedimento considerado milimétrico. O empate manteve a equipe invicta, porém ainda dependente dos resultados da última rodada da fase de grupos.
Neste momento, o Irã ocupa provisoriamente uma das vagas destinadas aos melhores terceiros colocados, mas a permanência entre os classificados dependerá dos confrontos envolvendo Argélia, RD Congo e Croácia. Algumas combinações de resultados podem eliminar os iranianos, enquanto uma vitória de Áustria ou outro desfecho favorável garante a classificação da equipe asiática.
Enquanto aguarda a definição dos últimos grupos, o Irã tenta transformar a mensagem deixada no vestiário em símbolo de sua campanha na Copa do Mundo. Entre a disputa por uma vaga nas oitavas e o debate sobre fair play, a seleção busca mostrar que, para seus jogadores, a honra continua tendo um peso maior do que qualquer resultado.