Reino ancestral, culinária 'brasileira' e nenhuma Copa: curiosidades sobre Benim, rival da Argentina na despedida de Messi

A bola rola às 20h (de Brasília) desta terça-feira, 6, para a despedida do camisa 10

6 out 2026 - 18h09
A Seleção de Benim enfrentará, nesta terça-feira, 6, a Argentina; partida marcará a despedida de Lionel Messi
A Seleção de Benim enfrentará, nesta terça-feira, 6, a Argentina; partida marcará a despedida de Lionel Messi
Foto: Divulgação/Instagram/@febefootbj

Na partida que marca a despedida de ninguém menos que Lionel Messi, a Argentina enfrentará, às 20h (de Brasília) desta terça-feira, 6, a Seleção de Benim. Este será o primeiro confronto oficial entre os dois países. 

Para o adeus do camisa 10, o estádio Monumental de Núnez, em Buenos Aires, terá lotação máxima e receberá shows de drones, fogos de artifício e diversas homenagens a Messi. 

Publicidade

E do outro lado do campo estará uma das seleções em ascensão da Confederação Africana de Futebol, Benim, que vê na partida uma boa oportunidade de obter reconhecimento no cenário internacional.

A seguir, confira algumas das curiosidades sobre Benim e a seleção dos 'Guepardos': 

  • Reino poderoso no continente africano

Rebatizado para República Popular de Benim em 1975, o território era, até então, conhecido como Dahomey. Antes de se tornar uma colônia da França, entre 1894 e 1960, a região era parte de um poderoso reino que existiu entre os Séculos 16 e 19 na África Ocidental. 

Um dos destaques daquele período era o destacamento feminino militar de elite conhecido como Ahosi. As guerreiras também eram chamadas de Amazonas de Dahomey pelos europeus.  

Publicidade

No auge do Reino de Dahomey, existiu, também, o Reino de Benim, constituído no território que hoje pertence à Nigéria entre os Séculos 13 e 19. Ainda que tenham existido na mesma época, os poderes regionais eram completamente independentes. 

Acarajé
Foto: Wikicommons
  • Gastronomia 'à lá brasileira' 

No período da colonização do Brasil, Benim e outros países, como Togo e Nigéria, serviam como importantes polos de concentração de escravizados que, mais tarde, seriam enviados às Américas. A imigração forçada trouxe ao continente elementos importantes da culinária africana, especialmente aquela cultivada por povos como os iorubás. 

Tanto é que um dos principais pratos de Benim é o acarajé, bolinho feito com massa de feijão-fradinho, entre outros ingredientes, e frito em óleo de dendê. 

Outros ingredientes amplamente utilizados na culinária beninense são legumes, como inhame, e cereais, como o milho. A cozinha local também aproveita as gorduras vegetais, como óleos de amendoim e palma. 

Publicidade
  • E no futebol?

Em uma prateleira diferente de seleções tradicionais da Confederação Africana de Futebol, os Guepardos de Benim carregam uma história marcada por altos e baixos, com conflitos políticos que quase acabaram com o time nacional. Os beninenses, por exemplo, nunca disputaram uma Copa do Mundo. 

As filiações internacionais começaram em 1962, após o País conquistar a independência da França, quando a seleção se associou à Fifa. E, ainda que não tenha participado de nenhum Mundial, o País disputou cinco edições da Copa Africana de Nações, em 2004, 2008, 2010, 2019 e 2025. 

Curiosamente, na edição de 2019, disputada no Egito, a Seleção de Benim conquistou o feito de tornar-se a primeira equipe a classificar-se para as quartas de final sem ter vencido um único jogo no tempo regulamentar durante a campanha. Classificou-se, nas oitavas, após bater Marrocos nos pênaltis. 

Nesse interim, decisões políticas quase encerraram o futebol profissional no País: após a eliminação nas classificatórias para a Copa do Mundo de 2010 ainda na fase de grupos -- a terceira consecutiva --, todo o elenco foi dispensado, assim como a comissão técnica liderada pelo francês Michel Dussuyer. O projeto foi retomado cerca de dois anos depois. 

Publicidade
Rival em despedida de Messi, Adnan Aziz, atacante de Benim, se diz 'quase argentino' e revela paixão por mate
Foto: Reprodução/Instagram/@azizjunior77_
  • Atacante 'quase' argentino

Para a partida contra o time comandado por Lionel Scaloni, a Seleção de Benim conta com um atacante 'quase argentino': trata-se de Adnan Aziz, que falou recentemente sobre a relação com o país sul-americano, a paixão pelo mate e revelou torcida pelo Chacarita. 

"Tenho muitos amigos da Argentina, então, no fim das contas, não deveria ser surpresa me ver com um mate na mão. É algo realmente especial para mim e me ajuda a me conectar com os argentinos", conta.

Ele também falou sobre a expectativa por enfrentar a Argentina na despedida de Messi:  "O fato de o último jogo de Messi em casa pela Argentina ser contra Benim torna a ocasião ainda mais especial. Ver uma lenda do futebol encerrar sua carreira internacional em uma partida contra o nosso país é um momento incrível". 

Narrador argentino que ‘enlouqueceu’ contra o Egito se emociona com classificação para final da Copa
Video Player
Fonte: Portal Terra
Fique por dentro das principais notícias de Futebol
Ativar notificações