Os últimos 20 anos do futebol foram monopolizados por Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Uma disputa que dividiu os fãs, motivou o argentino e o português a se superarem, e recordes pulverizados. Porém, os dois estão cada vez mais distantes no final de carreira.
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Ontem, Messi se despediu da seleção argentina em uma festa emocionante no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. O camisa afirmou que foi o “dia mais triste da sua vida” e que agora será um a mais na arquibancada. Ele foi ovacionado por mais de 80 mil pessoas e viu os companheiros aos prantos durante o seu discurso.
Do outro lado do oceano, Cristiano Ronaldo publicou uma longa carta após abandonar a concentração de Portugal por problemas com o técnico Jorge Jesus. O que chamou atenção no texto foi o trecho que CR7 gostaria que o treinador tivesse lido que “errou ao colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona para aquecer para depois não colocar no jogo”.
Esses dois episódios dão a demonstração exata do tamanho dos dois. No começo de trajetória de Messi pela seleção, ele foi acusado de ser mais espanhol do que argentino e sofreu muitas críticas com os vexames da equipe até chegar as glórias. O craque nunca se colocou acima do time nacional e chegou a dizer que deixaria os companheiros depois do fracasso da Copa América de 2016 para não atrapalhar.
Já Cristiano Ronaldo sempre gostou do status de grande estrela de Portugal. A conquista da Eurocopa, em 2016, sempre foi enaltecida. Porém, vale lembrar que o camisa 7 lesionou o joelho logo no início da final contra a França e viu o título do banco de reservas.
É inegável o talento de CR7, assim como o seu ego. Se o português estivesse menos preocupado em “querer ser o melhor”, talvez, estivesse mais perto de “ser”, ou pelo menos mais perto de Messi.
Aos 39 anos, Messi mostrou que sabe a hora de parar e vai como o verdadeiro ‘Dios’ para os argentinos. Conforme os anos forem passando, é possível que vire unanimidade entre os hermanos que Messi foi maior que Maradona.
Já Cristiano Ronaldo sabe que é maior que Eusébio e Figo, por exemplo, mas, provavelmente, vai ver longe de campo a seleção portuguesa conquistar o inédito título da Copa do Mundo. A equipe é muito talentosa, mas, infelizmente, parece precisar abrir mão do maior nome da sua história para mostrar que o futebol é um esporte coletivo.