Árbitro francês que recebeu denúncia de racismo de Vini Jr explica ação em campo: ‘O mais claro possível’

François Letexier revelou estratégia tomada após o brasileiro dizer ter sido chamado de 'macaco' por Prestianni

7 mai 2026 - 17h58
(atualizado às 18h18)
Árbitro François Letexier no jogo entre Benfica e Real Madrid, em fevereiro
Árbitro François Letexier no jogo entre Benfica e Real Madrid, em fevereiro
Foto: Getty Images

Vini Jr acusou o árbitro francês François Letexier no jogo entre Benfica e Real Madrid, em fevereiro, no jogo de ida dos playoffs das oitavas da Liga dos Campeões, de racismo. Letexier quebrou o silêncio nesta quinta-feira, 7, e revelou a estratégia tomada após o brasileiro dizer ter sido chamado de macaco por Prestianni.

“Deixei a situação a mais clara possível. Este é um momento muito atípico. É um momento em que não temos todas as informações. Temos que tomar decisões sem ter todos os fatos. Nessas situações, o mais importante é reunir o máximo de informações possível e, acima de tudo, tomar precauções. Essa é a minha prioridade”, disse Letexier, em entrevista à rádio RMC, da França.

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Vala recordar que tudo aconteceu logo depois de o brasileiro fazer um golaço e abrir o placar. A comemoração, diante da bandeirinha de escanteio e perto de uma torcida organizada do Benfica, gerou reclamações dos jogadores do time luso e iniciou uma confusão em campo. Vini Jr, inclusive, foi punido com um cartão amarelo pelo árbitro francês.

“Quando um jogador vem até mim e diz que foi vítima de insultos racistas que eu não presenciei, tenho que levar em consideração o que ele me diz, mas não posso tomar uma decisão baseada apenas nisso. É necessário formalizar a situação, deixar claro para todos e explicar às diversas partes que o fato de eu não ter visto nem ouvido o incidente me impede de tomar medidas disciplinares. Foi assim que tentei lidar com o incidente”, explicou.

No fim da última semana, a Uefa anunciou a punição de seis jogos ao atacante argentino Prestianni, do Benfica, por "conduta discriminatória". A decisão, no entanto, tem uma ressalva. Três dessas seis partidas estão sujeitas a um período probatório de dois anos. Prestianni terá que cumprir três jogos, desde que não volte a cometer a infração durante esse período.

“Tenho a impressão de que os dirigentes da Uefa ficaram satisfeitos com a forma como lidei com o incidente. Também acho que o mundo do futebol reagiu muito bem à situação. Em última análise, o árbitro é um terceiro elemento neste tipo de contexto. Se eu pudesse evitar ter que lidar com esse tipo de incidente e se pudéssemos evitar esse tipo de comportamento, faríamos isso de bom grado” finalizou.

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Fonte: Portal Terra
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