Guia J10 da Premier League 2026/27: favoritos, astros, contratações e muito mais

Com contratações milionárias, liga mais valiosa do planeta faz a bola rolar a partir desta sexta (21) com o campeão Arsenal encarando o Coventry

21 ago 2026 - 08h59
(atualizado às 08h59)
Resumo
A temporada 2026/27 da Premier League começa com o Arsenal despontando como favorito ao bicampeonato graças à estabilidade de Mikel Arteta e a novos reforços. Em contrapartida, os rivais Manchester City, Liverpool, Chelsea e Manchester United iniciam ciclos de reconstrução com novas comissões técnicas e elencos reformulados. Com nove clubes trocando de comando, o campeonato promete forte equilíbrio na disputa por vagas continentais, enquanto os recém-promovidos lutam para evitar a queda.
Arsenal reforçou elenco para lutar pelo bicampeonato inglês –
Arsenal reforçou elenco para lutar pelo bicampeonato inglês –
Foto: Divulgação / Arsenal FC / Jogada10

A bola começa a rolar nesta sexta-feira (21) para a temporada da Premier League 2026/27 . O Arsenal, campeão na temporada passada depois de 22 anos de espera, parte novamente como principal candidato ao título. Mikel Arteta manteve a estrutura que recolocou os Gunners no topo e ainda recebeu reforços importantes, como Bruno Guimarães, contratado ao Newcastle por 75 milhões de libras esterlinas (R$ 530 milhões), e o atacante grego Christos Tzolis. O grande desafio será repetir a consistência em uma competição que terá vários concorrentes em processo de reconstrução.

Manchester City, Liverpool, Chelsea e Manchester United aparecem logo atrás na lista de candidatos. O City inicia a era pós-Pep Guardiola com Enzo Maresca e precisará encontrar respostas para a saída de Rodri, Bernardo Silva, John Stones e outros nomes importantes; Elliot Anderson, contratado por 116 milhões de libras esterlinas (R$ 821 milhões), chega com a missão de ajudar na reformulação do meio-campo. O Liverpool também vive uma mudança profunda com Andoni Iraola no lugar de Arne Slot e terá de lidar com a saída de Mohamed Salah. Já Chelsea e Manchester United apostaram em Xabi Alonso e Michael Carrick, respectivamente, enquanto o Tottenham de Roberto De Zerbi tenta transformar uma grande reformulação em uma candidatura às primeiras posições.

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Arsenal reforçou elenco para lutar pelo bicampeonato inglês –
Foto: Divulgação / Arsenal FC / Jogada10

Além dos candidatos ao título, a temporada promete uma disputa intensa pelas vagas europeias e contra o rebaixamento. Bournemouth e Sunderland entram na competição depois de conquistarem vagas europeias na temporada passada, enquanto Brighton também terá compromisso continental. Na outra ponta, Coventry City, Hull City e Ipswich Town retornam à elite e aparecem entre os principais candidatos à queda, embora a campanha do Sunderland no ano passado mostre que uma equipe recém-promovida pode desafiar as previsões. A Premier League também terá nove clubes com novos treinadores, o que aumenta ainda mais a possibilidade de surpresas ao longo das 38 rodadas.

Jogos da primeira rodada (horário de Brasília)

Sexta (21)

Arsenal x Coventry — 16h

Sábado (22)

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Hull x Manchester United — 8h30

Everton x Crystal Palace — 11h

Ipswich x Sunderland — 11h

Nottingham Forest x Leeds — 11h

Brentford x Tottenham — 13h30

Domingo (23)

Brighton x Aston Villa — 10h

Manchester City x Bournemouth — 10h

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Newcastle x Liverpool — 12h30

Segunda (24)

Fulham x Chelsea — 16h

Os 20 clubes da Premier League 2026/27

Arsenal

O campeão começa a defesa do título como favorito. Mikel Arteta conseguiu transformar a equipe em uma potência mais madura e ganhou ainda mais qualidade com Bruno Guimarães e Christos Tzolis. Bukayo Saka, Declan Rice, Martin Odegaard e Gabriel continuam como referências, enquanto a contratação de Ezri Konsa acrescenta experiência à defesa. O Arsenal tem condições reais de conquistar o bicampeonato e, pela estabilidade do projeto, larga à frente dos principais rivais.

Bruno Guimarães ao lado do treinador Mikel Arteta, do Arsenal – Divulgação/Arsenal
Foto: Jogada10

Aston Villa

O técnico Unai Emery terá uma missão mais complicada do que na temporada passada, quando o Villa terminou em quarto e conquistou a Europa League. Morgan Rogers, Youri Tielemans e Lucas Digne deixaram o clube, e Ezri Konsa também acertou a transferência para o Arsenal. Johan Manzambi, João Gomes e Zion Suzuki são algumas das apostas para a renovação do elenco. Ainda há qualidade em nomes como Ollie Watkins, Emiliano Martínez e John McGinn, mas o cenário mais realista aponta para uma briga por vaga europeia, e não pelo título.

Bournemouth

Depois de conquistar uma inédita vaga europeia, o Bournemouth inicia uma nova era. Marco Rose substituiu Andoni Iraola e terá o desafio de manter a competitividade sem o treinador que conduziu o clube ao sexto lugar. Justin Kluivert, Evanilson e Milos Kerkez são nomes importantes, enquanto o jovem brasileiro Rayan aparece como uma das apostas ofensivas. A prioridade será equilibrar Premier League e competição continental; terminar novamente na primeira metade da tabela já seria um resultado expressivo.

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Brentford

O Brentford perdeu Thomas Frank, mas manteve Keith Andrews, que já havia mostrado capacidade para conduzir a equipe. O grande nome é Igor Thiago, autor de 22 gols na última Premier League, número inferior apenas ao de Erling Haaland. O clube continua apostando em recrutamento inteligente, desenvolvimento de jovens e organização coletiva. Uma vaga europeia seria possível, mas o cenário mais provável é uma campanha segura na metade superior da tabela.

Brighton

Fabian Hürzeler inicia sua terceira temporada à frente do Brighton com a expectativa de consolidar o clube entre os candidatos a competições europeias. A equipe perdeu nomes importantes, como Danny Welbeck e Jan Paul van Hecke, mas investiu na defesa com Luka Vusković e Pascal Struijk. Kaoru Mitoma continua sendo a principal referência ofensiva. O Brighton terá de dividir atenções com a Conference League, mas possui qualidade para lutar novamente pelo top-10.

Chelsea

Xabi Alonso chega a Stamford Bridge com a missão de colocar ordem em um projeto que acumulou mudanças de treinador e resultados abaixo do investimento. A contratação de Morgan Rogers, por  117 milhões de libras esterlinas (R$ 828 milhões), foi a grande operação do mercado, enquanto Jordan Henderson e Danny Welbeck acrescentaram experiência ao elenco. Cole Palmer continua sendo o principal talento criativo. Sem competição europeia, o Chelsea terá calendário favorável para buscar o top-4; falar em título ainda parece prematuro, mas uma vaga na Champions League é uma obrigação.

Coventry City

O retorno à Premier League depois de 25 anos representa por si só uma enorme conquista para o Coventry. O técnico Frank Lampard terá a tarefa de transformar o entusiasmo da promoção em pontos contra adversários muito mais fortes. O clube investiu para aumentar a competitividade, mas ainda carece de experiência no mais alto nível. A luta pela permanência será o objetivo central, e escapar da queda já representaria uma temporada histórica. O calendário, porém, começa de forma cruel, com visita ao Arsenal e depois ao Manchester City.

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Crystal Palace

Pierre Sage assumiu o comando após a saída de Oliver Glasner e terá de manter a identidade competitiva construída pelo clube nos últimos anos. Jean-Philippe Mateta, Eberechi Eze e Adam Wharton continuam entre os principais nomes, enquanto Óscar Mingueza chega para reforçar a defesa. O Palace possui qualidade para permanecer longe do rebaixamento, mas a troca de treinador traz incertezas. A meta realista é terminar na metade superior da tabela e, dependendo da adaptação ao novo técnico, sonhar com uma vaga europeia.

Everton

David Moyes ganhou uma temporada para consolidar o trabalho de reconstrução do Everton. Thierno Barry mostrou evolução na pré-temporada, enquanto Brennan Johnson chega para acrescentar velocidade e capacidade ofensiva. Christian Nørgaard também foi contratado para dar experiência ao meio-campo. O elenco ainda apresenta lacunas, principalmente no ataque e na defesa, mas o clube começa a temporada sem a pressão imediata contra o rebaixamento. Um lugar entre os dez primeiros é uma expectativa plausível.

Fulham

Álvaro Arbeloa é uma das grandes novidades da temporada. O ex-jogador de Liverpool e Real Madrid assumiu o Fulham depois da saída de Marco Silva e inicia seu primeiro trabalho permanente na Premier League. Jonah Kusi-Asare foi contratado em definitivo após empréstimo, mas o elenco perdeu Harry Wilson e Raúl Jiménez, além de Issa Diop. A falta de reforços preocupa, e o clube aparece entre os candidatos ao rebaixamento. Para Arbeloa, o primeiro objetivo será estabilizar a equipe antes de pensar em voos maiores.

Hull City

O Hull protagonizou uma das grandes surpresas da temporada passada ao conquistar a promoção. O técnico bósnio Sergej Jakirovic terá à disposição jogadores experientes como Jack Butland e Matt Targett, além do japonês Hidemasa Morita. Ainda assim, o elenco parece curto para o nível da Premier League. A luta contra o rebaixamento será inevitável e, entre os três promovidos, o Hull aparece como um dos candidatos mais fortes à última colocação.

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Ipswich Town

O Ipswich volta à Premier League depois de apenas uma temporada fora e aposta em Gary O'Neil para evitar uma nova queda. O treinador conhece a competição e chega com a reputação de conseguir organizar equipes em situações difíceis. Harry Wilson e Issa Diop estão entre os reforços que acrescentam experiência, enquanto o elenco mantém jogadores como Liam Delap. O objetivo é permanecer na elite, mas o clube precisará pontuar rapidamente para não entrar em uma luta desesperada nas rodadas finais.

Leeds United

Daniel Farke continua no comando depois de conduzir o Leeds à permanência na temporada passada. O time ainda precisa melhorar o setor ofensivo, mas mantém nomes importantes e ganhou experiência para enfrentar novamente a elite. Anton Stach é uma das peças importantes do meio-campo, enquanto o clube também trabalhou na defesa. O cenário é de uma equipe capaz de terminar no meio da tabela, desde que consiga transformar a segurança conquistada no fim da temporada anterior em regularidade desde agosto.

Liverpool

O Liverpool começa uma nova era com Andoni Iraola e terá de reconstruir sua identidade depois de uma temporada decepcionante. Mohamed Salah, Robertson e Konaté deixaram o clube, enquanto Jeremy Jacquet e Víctor Muñoz foram contratados. Alexander Isak, Florian Wirtz e Cody Gakpo formam uma base ofensiva de enorme talento, mas Iraola ainda pediu mais reforços. O Liverpool continua candidato ao título, porém chega atrás do Arsenal em estabilidade e precisará adaptar rapidamente o estilo intenso do treinador espanhol ao elenco de Anfield.

Maresca assume o City com a missão de manter o nível da era Pep Guardiola –
Foto: Divulgação/Manchester City / Jogada10

Manchester City

A era Pep Guardiola terminou e Enzo Maresca assume um dos trabalhos mais difíceis do futebol mundial. O City perdeu Rodri, Bernardo Silva, John Stones e outros jogadores importantes, obrigando o clube a remodelar o elenco. Elliot Anderson, contratado por 116 milhões de libras esterlinas (R$ 821 milhões), é a principal novidade, enquanto Erling Haaland continua sendo a grande arma ofensiva, ao lado de Phil Foden e Rayan Cherki. O City continua com condições de ser campeão, mas a transição torna o Arsenal favorito neste momento.

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Manchester United

Michael Carrick terá sua primeira temporada completa no comando do Manchester United e parte de uma base que terminou em terceiro na última Premier League. Bruno Fernandes continua sendo o cérebro da equipe, enquanto Youri Tielemans, Andrey Santos e Carlos Baleba reforçam o meio-campo. O United ainda vive uma reconstrução, mas não terá calendário europeu para dividir atenções. O título parece um objetivo distante; a Champions League, entretanto, é uma meta perfeitamente realista e praticamente obrigatória para o clube.

Newcastle United

O Newcastle atravessa uma profunda transformação. Matthias Jaissle assume o comando em um momento no qual o clube, atravessando um momento de rigidez financeira, perdeu jogadores fundamentais, como Bruno Guimarães, Sandro Tonali e Anthony Gordon. Bazoumana Touré e outros jovens chegam como parte de uma nova política de recrutamento, mais focada em jogadores jovens e valorizáveis. Alexander Isak também deixou o clube, aumentando o tamanho do desafio. Depois de terminar apenas em 12º na última temporada, o Newcastle, portanto, deve priorizar a reconstrução e um lugar na primeira metade da tabela.

Nottingham Forest

Oliver Glasner assume o Forest com a missão de devolver estabilidade a uma equipe que perdeu seu principal destaque do meio-campo, Elliot Anderson, para o Manchester City. O austríaco Xaver Schlager chegou sem custo e oferece experiência internacional, enquanto Morgan Gibbs-White continua sendo a principal referência criativa. A equipe terá de se adaptar ao sistema 3-4-3 do treinador austríaco. Uma campanha no meio da tabela é o cenário mais provável, embora a organização de Glasner possa recolocar o Forest na disputa por competições europeias.

Sunderland

O Sunderland é uma das histórias mais interessantes da temporada. Depois de terminar em sétimo e conquistar uma vaga na Europa League, Régis Le Bris terá de provar que a campanha anterior não foi um ponto fora da curva. Granit Xhaka continua sendo a grande referência de experiência, enquanto Enzo Le Fée é o principal articulador. O problema, porém, será administrar o calendário europeu com um elenco que ainda precisa de profundidade. Repetir o top-7 seria extraordinário; a meta mais realista é garantir a permanência sem abandonar a aventura continental.

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Tottenham

O Tottenham aposta tudo na revolução de Roberto De Zerbi. O treinador italiano promoveu uma reformulação profunda e recebeu nomes como Sandro Tonali, Mateus Fernandes, Jan Paul van Hecke, Marcos Senesi, Andy Robertson e Martin Dubravka. Tonali será fundamental para dar intensidade e qualidade ao meio-campo, enquanto Mohammed Kudus aparece como uma das principais armas ofensivas. O Spurs tem potencial para voltar à parte de cima da tabela e disputar vaga na Champions League, embora o alto número de mudanças torne o projeto difícil de prever.

Favoritos ao título: Arsenal, Manchester City, Liverpool e Chelsea.

Candidatos à Champions: Aston Villa, Manchester United e Tottenham, além dos favoritos.

Candidatos à Europa League/Conference: Brentford, Brighton, Bournemouth, Crystal Palace, Everton, Leeds, Newcastle, Nottingham Forest e Sunderland.

Principais candidatos ao rebaixamento: Coventry, Fulham, Hull e Ipswich.

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