O zagueiro inglês Harry Maguire foi considerado culpado pela Justiça da Grécia em um novo julgamento sobre incidentes ocorridos em 2020 no país. No centro do caso que se arrasta há anos, o defensor do Manchester United agora recebeu pena de 15 meses de prisão com suspensão por agressão de menor gravidade, resistência à prisão e tentativa de suborno.
A primeira condenação ocorreu ainda em 2020, quando Maguire recebeu 21 meses e 10 dias de prisão por lesão corporal reiterada, violência contra agentes públicos e tentativa de suborno de policiais. No dia seguinte, a defesa apresentou recurso e anulou a sentença original, garantindo, portanto, um novo julgamento.
Entre 2023 e 2025 o processo sofreu quatro adiamentos antes de ser retomado na cidade de Syros, onde a Justiça reclassificou as infrações com menor gravidade e reduziu a pena.
O jogador não compareceu à audiência dessa quarta-feira (4) pois se preparava para partida contra o Newcastle, pela Premier League. Ainda de acordo com a BBC Sport, Maguire nega irregularidades e pretende recorrer ao Supremo Tribunal da Grécia.
Zagueiro do United relata medo
O caso começou entre as temporadas 2019-20 e 2020-21 — um ano depois de Maguire chegar aos Red Devils vindo do Leicester City por 80 milhões de euros. Além de protagonizar a transação recorde para um zagueiro, o atleta também se destacava como capitão do clube e titular da seleção inglesa naquele período.
Maguire relatou à BBC, após a prisão, que temeu a ação por acreditar que se tratava de um sequestro. Ele contou que policiais à paisana o retiraram do micro-ônibus de seu grupo, bateram em suas pernas e disseram que sua carreira havia acabado.
"Eles me bateram muito nas pernas. Eu não estava pensando em nada, só em pânico. Com medo pela minha vida. Não sinto que devo desculpas a ninguém. Não desejo isso a ninguém. Obviamente a situação tornou as coisas difíceis para um dos maiores clubes do mundo. Então, lamento ter feito os torcedores e o clube passarem por isso, mas não fiz nada de errado. Me vi em uma situação que poderia ter acontecido com qualquer pessoa e em qualquer lugar", relatou.
O zagueiro manteve a intenção de limpar seu nome por vias legais mesmo com chances de encerrar o processo por acordos judiciais. A decisão da Justiça confirma sua responsabilização, mas reconhece infrações de menor gravidade.
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