FBI confisca celular de presidente da AFA em Nova Iorque

Operação nos Estados Unidos investiga suposto desvio milionário por meio de empresas de fachada, mas entidade nega ação contra mandatário

23 jul 2026 - 01h08
(atualizado às 01h19)

O Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos, o famoso FBI, realizou uma operação e confiscou o telefone celular do presidente da Associação do Futebol Argentino(AFA), Claudio "Chiqui" Tapia, em Nova York. A ação policial aconteceu na última segunda-feira (20), momentos antes do embarque de retorno da seleção alviceleste para Buenos Aires após o encerramento da Copa do Mundo. De acordo com informações publicadas pelos portais Infobae, As e Clarín, a varredura também atingiu o tesoureiro da entidade, Pablo Toviggino, além dos empresários Diego Lucero e Javier Faroni.

Os desdobramentos apontam que as autoridades americanas investigam o grupo por suposta fraude e peculato nos bastidores. Por consequência das investigações em andamento, a Justiça intimou os dirigentes a comparecerem ao Tribunal Distrital da Flórida no dia 30 de julho. A acusação principal aponta para um suposto desvio financeiro de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) com a finalidade de ocultar recursos através de companhias fictícias.

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Claudio “Chiqui” Tapia pode estar envolvido em esquema de fraude e peculato –
Claudio “Chiqui” Tapia pode estar envolvido em esquema de fraude e peculato –
Foto: Reprodução/Instagram / Jogada10

Empresas de fachada e a forte contestação da AFA

O foco central das investigações norte-americanas recai sobre o funcionamento da TourProdEnter, uma corporação sediada no estado da Flórida. A polícia local aponta a companhia, criada originalmente pelo empresário Javier Faroni, como o principal mecanismo utilizado com o objetivo de lavar dinheiro e desviar receitas provenientes de contratos de patrocínios da AFA. A repercussão do caso gerou forte instabilidade e obrigou a entidade a se posicionar publicamente por meio de nota oficial enviada aos veículos de comunicação.

A AFA publicou um comunicado oficial à imprensa para desmentir veementemente o envolvimento direto de seu mandatário principal na apreensão dos aparelhos eletrônicos. Conforme o texto divulgado pela federação, a informação que cita a retenção de pertences do presidente Claudio "Chiqui" Tapia é classificada como absolutamente falsa pelos diretores. Paralelamente a isso, a associação declarou que o presidente e o tesoureiro Pablo Toviggino não receberam nenhuma intimação judicial para depor na Flórida, visto que a ordem das autoridades estadunidenses teria como alvo apenas uma terceira pessoa.

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