A atuação do árbitro brasileiro Raphael Claus no duelo entre Estados Unidos e Bósnia, pela Copa do Mundo 2026, provocou uma onda de críticas nas redes sociais por parte de estadunidenses. A expulsão do atacante Folarin Balogun, após revisão do VAR, virou o principal tema da partida e gerou, portanto, reação imediata de nomes ligados ao esporte dos EUA.
A decisão de Claus ocorreu após uma entrada forte de Balogun em um defensor bósnio. Embora o árbitro tenha inicialmente marcado apenas falta, o VAR recomendou revisão e o brasileiro aplicou o cartão vermelho direto, o que mudou o cenário do jogo.
A repercussão, porém, ultrapassou o futebol e chegou a grandes nomes da NBA e da NFL, que se manifestaram publicamente contra a decisão. Entre as postagens, a do ex-jogador de futebol americano Jason Kelce chamou a atenção.
"Cara, alguém me ajuda. Aquela falta do Balogun pareceu acidental. O cartão vermelho não deveria ser aplicado apenas se houvesse intenção de fazer a falta ou uma ação de natureza agressiva e perigosa? Não pareceu que o Balogun estava descontrolado nem nada do tipo. Simplesmente pareceu que aconteceu", escreveu o jogador, demonstrando pouca intimidade com as regras do jogo.
O ex-jogador da NFL Robert Griffin III subiu um pouco o tom.
"Os EUA têm a sua melhor chance de ganhar uma Copa do Mundo e dão um cartão vermelho absurdo para o nosso melhor jogador, tirando-o do próximo jogo das oitavas de final? Eles não querem nos ver vencer e ter que chamar o esporte de soccer", postou.
Técnico dos EUA e imprensa também criticam decisão
Além dos atletas, o técnico da seleção dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, também contestou a expulsão. O treinador, inclusive, afirmou que "nunca foi lance para cartão vermelho" e alegou que não houve intenção na jogada, reforçando o descontentamento da comissão técnica.
Em artigo publicado pelo USA Today, a jornalista Nancy Armour afirmou, aliás, que Raphael Claus "perdeu o controle da partida". Para ela, a expulsão mudou completamente o rumo do confronto. A jornalista ainda argumentou que o brasileiro não conseguiu conter o excesso de contato físico e contestou algumas de suas decisões disciplinares.