Além da disputa pela ponta de LaLiga, Real Madrid e Barcelona protagonizam um duelo bilionário no extracampo. Os merengues lideram o faturamento global do futebol com 1,161 bilhão de euros e somam 488 milhões de seguidores nas redes, superando os catalães, que faturam 974,8 milhões e têm 442 milhões de fãs digitais. Impulsionadas por astros mundiais, patrocínios de peso e pela modernização de seus estádios, ambas as potências consolidam marcas globais com fontes de receita altamente diversificadas.
No extracampo do El Clasico, o Real Madrid larga na frente do Barcelona nos principais quesitos. Que os merengues lideram, com sobras, o faturamento do futebol mundial não é novidade, mas no comparativo com o arquirrival eles também reúnem mais seguidores nas redes. Juntos, também ocupam o topo do ranking geral de receitas.
Neste domingo (25), as duas potências se enfrentam pela primeira vez nesta edição de LaLiga, no Camp Nou, pela 10ª rodada. O El Clasico está marcado para as 17h (de Brasília) e tem um peso distinto para os rivais, embora ambos briguem pelas primeiras colocações. Para o Barça, vale isolar-se ainda mais na liderança, com 27 pontos contra 25 do Atlético de Madrid. Já o Real soma 21 pontos contra 19 do Betis e quer se firmar definitivamente no G3.
Os dois, aliás, estão acostumados a duelarem por lideranças de campeonatos a rankings. A força dos clubes nas plataformas digitais, por exemplo, ajuda a mostrar o alcance dessa rivalidade. Enquanto o Real acumula aproximadamente 488 milhões de seguidores, o Barcelona soma cerca de 442 milhões — considerando Instagram, Facebook, TikTok, YouTube e X.
Potências Barcelona e Real Madrid
O impacto internacional tem relação especialente aos jogadores que passaram pelos dois clubes ao longo das últimas décadas. Nomes mais recentes como Mbappé, Vini Jr., Lamine Yamal e Raphinha reforçam a visibilidade do confronto.
Para Thiago Freitas, executivo da área de marketing esportivo, a capacidade de atrair admiradores em diferentes países explica parte da força comercial construída. O especialista destaca que a presença de jogadores de projeção mundial permitiu aos clubes preservar seu protagonismo mesmo diante da perda de relevância da liga espanhola.
"Real Madrid e Barcelona não são clubes da Espanha, mas do mundo", afirma.
A estratégia comercial também passa pela modernização dos estádios. Os merengues ampliaram as possibilidades de exploração do Santiago Bernabéu, enquanto os catalães investiram na reconstrução do Camp Nou. Um dos objetivos dos projetos vista justamente aumentar a arrecadação com camarotes, eventos e experiências fora dos dias de jogos.
Rivais dominam faturamento mundial
Nota-se o alcance internacional nos resultados financeiros, como o do relatório Deloitte Football Money League de 2026. Segundo o levantamento, a equipe merengue ocupa a primeira posição entre os clubes de maior receita, com 1,161 bilhão de euros (cerca de R$ 7,2 bilhões). Já o Barça aparece em segundo, com 974,8 milhões de euros (aproximadamente R$ 6 bilhões).
Parte dessa arrecadação vem de contratos comerciais firmados com grandes empresas. O Real, por exemplo, mantém acordos com Adidas, Emirates e HP, enquanto Nike e Spotify estão entre os principais parceiros do Barcelona. A venda de produtos oficiais e a exploração dos estádios também contribuem para os resultados financeiros das duas equipes.
Segundo Moises Assayag, especialista em finanças no futebol, a capacidade de manter diferentes fontes de receita ajuda a explicar a permanência dos rivais entre os clubes mais ricos do mundo. "Real Madrid e Barcelona são duas marcas consolidadas, que há anos ocupam o topo do futebol mundial", e completou:
"Atualmente, os clubes lideram o ranking de faturamento e conseguem diversificar suas fontes de receita, com patrocínios, venda de atletas das categorias de base, premiações… Entre outras".
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