Emirados Árabes fazem ameaça ao Reino Unido após caso do City; entenda

Árabes teriam alertado britânicos de que as sanções impostas ao Manchester City por fraude financeira podem afetar o interesse comercial do país

2 out 2026 - 10h19
(atualizado às 10h19)
Resumo
A condenação do Manchester City por fraudes financeiras gerou uma crise diplomática entre o Reino Unido e os Emirados Árabes Unidos. Controlado pela realeza de Abu Dhabi, o clube recorre da decisão, mas o governo árabe já sinalizou que o caso pode comprometer futuros aportes bilionários no país europeu, somando-se aos mais de 30 bilhões de libras investidos nos últimos anos. Apesar da ameaça econômica, o governo britânico declarou que não vai interferir na independência do processo esportivo.
Manchester City corre o risco de uma punição grave após fraudes financeiras –
Manchester City corre o risco de uma punição grave após fraudes financeiras –
Foto: Divulgação/Manchester City / Jogada10

A condenação do Manchester City por violações das regras financeiras da Premier League começa a ultrapassar os limites do futebol. Segundo informações do jornal britânico 'The Sun', o caso criou um incidente diplomático entre o Reino Unido e os Emirados Árabes Unidos e levantou preocupações sobre futuros investimentos.

O Manchester City pertence ao grupo ligado ao xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, de Abu Dhabi. Na decisão divulgada pela Premier League, uma comissão independente considerou o clube culpado em praticamente todas as acusações analisadas, relacionadas ao período entre 2009 e 2018. 

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Manchester City corre o risco de uma punição grave após fraudes financeiras –
Foto: Divulgação/Manchester City / Jogada10

Entre as acusações, a comissão apontou que o clube teria inflado suas receitas em mais de 900 milhões de libras esterlinas (R$ 6,3 bilhões) por meio de acordos comerciais considerados fraudulentos. O processo também envolveu acusações de falta de cooperação com a investigação.

O City, porém, nega as irregularidades e apresentou recurso contra a decisão. O clube afirma possuir evidências que demonstrariam sua inocência.

Investimentos entram no centro da discussão

A repercussão agora alcança a relação econômica entre os dois países. De acordo com o The Sun, os Emirados Árabes Unidos já investiram mais de 30 bilhões de libras esterlinas (R$ 210 bilhões) no Reino Unido nos últimos cinco anos, com recursos destinados a setores como defesa, tecnologia e ciências da vida.

Nesse cenário, autoridades dos Emirados teriam sinalizado que a condução do caso envolvendo o Manchester City poderia influenciar o interesse em novos grandes investimentos no país.

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A situação ganhou ainda mais peso porque Reino Unido e Emirados mantêm uma ampla parceria comercial. Mesmo diante da tensão, os dois governos pretendem preservar os vínculos econômicos e têm uma cúpula de investimentos prevista para outubro.

Governo britânico tenta separar futebol e política

Enquanto isso, o governo britânico reforça que o processo contra o Manchester City deve permanecer independente. A posição oficial é de que a investigação precisa seguir seu curso e que eventuais responsáveis por irregularidades devem sofrer as consequências previstas.

A discussão também envolveu Andy Burnham, prefeito de Manchester. Após a condenação, ele afirmou que ficaria preocupado com uma eventual saída dos proprietários do City, destacando os investimentos realizados pelo grupo na cidade.

Posteriormente, diante das críticas, o governo britânico reforçou que não pretende interferir no processo disciplinar da Premier League.

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