Imunidade diplomática de presidente do City pode afetar ações contra o clube

Status de Khaldoon Al Mubarak no Reino Unido pode criar obstáculos para eventuais processos relacionados ao caso de fraudes financeiras

1 out 2026 - 10h39
Resumo
A imunidade diplomática do presidente do Manchester City, Khaldoon Al Mubarak, pode dificultar ações de autoridades e rivais no escândalo de fraudes financeiras na Premier League. Embora não haja acusações diretas contra o dirigente, seu status legal impõe barreiras a investigações no Reino Unido. Julgado culpado pela maioria das irregularidades entre 2009 e 2018, o clube rejeita as conclusões e recorrerá contra sanções que podem incluir perda de pontos e até expulsão da liga.
Mancheter City pode sofrer duras punições por causa do escândalo de fraudes financeiras – Divulgação/Manchester City
Mancheter City pode sofrer duras punições por causa do escândalo de fraudes financeiras – Divulgação/Manchester City
Foto: Jogada10

O Manchester City enfrenta novas complicações no caso que envolve acusações de fraudes financeiras na Premier League. Agora, a condição diplomática de Khaldoon Al Mubarak, presidente do clube, pode dificultar possíveis ações judiciais relacionadas ao processo.

Segundo informações do jornal britânico 'The Sun', Al Mubarak, cidadão dos Emirados Árabes, aparece na lista de diplomatas aprovados pelo Reino Unido desde 2020. Dessa forma, ele possui imunidade diplomática, que o protege de investigações criminais e também de processos civis no país. Não há, porém, qualquer acusação de irregularidade contra o dirigente no caso do Manchester City.

Publicidade
Mancheter City pode sofrer duras punições por causa do escândalo de fraudes financeiras – Divulgação/Manchester City
Foto: Jogada10

A questão ganhou importância porque clubes da Premier League estudam medidas contra o City por possíveis prejuízos relacionados às supostas fraudes. Além disso, autoridades britânicas, incluindo o Serious Fraud Office, podem enfrentar obstáculos caso tentem avançar contra pessoas protegidas pela imunidade diplomática.

Dirigente está 'confiante'

O caso envolve acusações relacionadas ao período entre 2009 e 2018. A comissão independente responsável pelo processo considerou o Manchester City culpado pela maioria das acusações analisadas. O clube, entretanto, rejeita as conclusões e mantém a intenção de recorrer.

Enquanto isso, Al Mubarak mantém uma postura de confiança. Em mensagem aos torcedores, o dirigente afirmou que o clube já enfrentou outros desafios e voltou a defender a posição do Manchester City no processo. O presidente também declarou que ainda existe um longo caminho até a conclusão definitiva do caso.

Agora, o City precisa apresentar seu recurso dentro do prazo estabelecido. O processo ainda terá novas etapas antes da definição definitiva das possíveis sanções, que podem incluir multa, perda de pontos, suspensão e, em uma hipótese extrema prevista pelas regras, expulsão da Premier League. O prazo final é 17 de janeiro.

Publicidade

Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se