São Paulo x Corinthians: quanto custou cada elenco do Brasileirão Feminino? Veja

Finalistas do Brasileirão reformularam os grupos para 2026, mas fizeram movimentos diferentes no mercado

3 out 2026 - 04h33
(atualizado às 04h33)
Resumo
Finalistas do Brasileirão Feminino, São Paulo e Corinthians adotaram estratégias distintas na montagem de seus elencos, embora ambos tenham folhas salariais parecidas, em torno de R$ 2 milhões mensais. O Tricolor passou por ampla reformulação com 12 reforços, enquanto o Alvinegro apostou em contratações pontuais para manter sua base vitoriosa. Os gastos totais com taxas de transferência seguem sob sigilo. Em campo, o São Paulo joga pelo empate na volta após vencer a ida por 2 a 1 fora de casa.

A final da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino coloca frente a frente dois dos clubes que mais investem na modalidade no país. Mas, quando a comparação muda da folha salarial para o custo de formação do elenco, São Paulo e Corinthians apresentam estratégias diferentes.

Foto: Miguel Schincariol/ São Paulo
Foto: Miguel Schincariol/ São Paulo
Foto: Miguel Schincariol/ São Paulo / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que não há, até o momento, valores oficiais que permitam calcular uma quantia total desembolsada pelos dois clubes em taxas de transferência para a formação dos elencos de 2026.

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As bases públicas de mercado registram as movimentações, mas a maior parte das operações aparece sem valor divulgado. O São Paulo foi o clube que promoveu a maior reformulação para formar o elenco para 2026.

Para a temporada, o Tricolor anunciou 12 contratações, além de promover duas jogadoras da equipe sub-20. Entre as chegadas estavam Tayla, Anita, Camila Barbosa, Clara, Cris, Gadu, Maricel Pereyra, Mylena Carioca, Rafa Soares, Soraya, Vanina Preininger e Yasmin.

Quanto o São Paulo gastou?

A resposta mais segura é que o valor total não foi divulgado. Não há registro público de taxas de transferência das 12 contratações que permita calcular o investimento, enquanto o clube tratou a reformulação como estratégia para ampliar o elenco após a Libertadores de 2025.

O movimento também teve caráter internacional. Vanina Preininger e Maricel Pereyra, ambas argentinas, chegaram ao Tricolor do Morumbi após a comissão técnica ampliar o olhar para o mercado da bola sul-americano.

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A ausência de uma cifra oficial não significa que a montagem tenha sido gratuita. Salários, luvas, direitos de imagem, comissões, moradia, logística e outros custos contratuais também entram na conta. Esses valores, porém, não são divulgados individualmente pelo clube.

Corinthians contratou menos, mas manteve um elenco estrelado

O Corinthians seguiu outro caminho. O clube anunciou cinco reforços para 2026: Rhaizza, Paola García, Belén Aquino, Agustina Barroso e Ana Vitória. As bases de transferências consultadas registram todas as operações sem valor divulgado.

Rhaizza chegou após o término do contrato com o Bahia, enquanto Agustina Barroso deixou o Flamengo também em situação de fim de vínculo. Ana Vitória rescindiu com o Atlético de Madrid antes de acertar com o Corinthians.

A situação de Belén Aquino é diferente. A atacante uruguaia veio do Internacional, mas o valor da operação não foi informado publicamente. A própria base de transferências registra a negociação sem cifra.

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Paola García, contratada junto ao Deportivo Cali, também teve o valor mantido em sigilo. Assim, o valor publicamente identificável das taxas pagas pelo Corinthians para formar o elenco de 2026 também é indeterminado.

Folha ajuda a dimensionar o investimento

Se as taxas de transferência não permitem uma comparação precisa, a folha salarial oferece uma referência mais concreta. A Agência RTI Esporte apurou que Corinthians e São Paulo trabalham com folhas próximas de R$ 2 milhões mensais.

Em uma projeção simples de 12 meses, isso representa aproximadamente R$ 24 milhões por temporada para cada clube, embora o valor não deva ser confundido com o custo total de contratação das jogadoras.

O Corinthians chegou à final com dificuldades financeiras, atrasos em direitos de imagem e premiações e sem reforços no meio do ano. O Tricolor também teve problemas, mas manteve a reformulação e começou a temporada com 12 novas atletas.

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A diferença está na estratégia

O retrato financeiro da montagem dos finalistas é, portanto, menos uma disputa por quem gastou mais em transferências e mais uma comparação de estratégias. O São Paulo fez uma reformulação mais ampla, com 12 contratações e duas promoções da base.

O Corinthians fez menos movimentos, mas reforçou uma estrutura já experiente e com jogadoras de Seleção. Em taxas de transferência, porém, não há dados públicos suficientes para cravar o total gasto por cada clube.

Em salários, os dois estão em patamar semelhante, com cerca de R$ 2 milhões mensais. A diferença aparece no mercado: o São Paulo ampliou o elenco, enquanto o Corinthians concentrou contratações e manteve uma base construída nos últimos anos.

Na prática, os dois chegaram ao mesmo destino: a final do Brasileirão. O São Paulo venceu o primeiro confronto por 2 a 1 na Neo Química Arena e precisa de um empate no Morumbis para conquistar o título inédito. O Corinthians precisa vencer para buscar o oitavo campeonato.

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