A Copa do Mundo Feminina de 2027 será muito mais do que um torneio esportivo. Pelo menos essa é a visão do governo federal. Durante a Rio2C, a secretária extraordinária da Copa do Mundo Feminina, Juliana Agatte, afirmou que o principal legado esperado para o evento é cultural e social.
Segundo ela, a competição será uma oportunidade histórica para consolidar o futebol feminino como parte da identidade esportiva do país. "O que a gente quer construir é a cultura do futebol feminino, para que ele seja uma paixão nacional tanto quanto o futebol masculino é", disse.
Juliana lembrou que o Brasil receberá pela primeira vez uma Copa do Mundo Feminina e que o torneio chega em um momento importante para a modalidade. "A primeira Copa Feminina no Brasil, a primeira da América do Sul e a primeira da América Latina faz com que a gente tenha um compromisso conjunto de dar esse recado".
A secretária ressaltou que o futebol feminino ainda sofre consequências de décadas de exclusão. "Não podemos perder de vista que foi uma modalidade proibida durante quase 30 anos. É um esporte de resistência", afirmou Juliana.
Além da busca por estádios cheios, o governo quer aumentar a participação feminina em diferentes áreas do esporte.
"Queremos que as mulheres estejam nos estádios, que estejam jogando futebol, que estejam como comentaristas e também como dirigentes".
Outro desafio citado foi ampliar a prática esportiva entre meninas em idade escolar. "Seria um sucesso ver o futebol feminino mais presente nas escolas e mais acessível para meninas de todo o país", apontou Juliana.
A expectativa é que a Copa de 2027 ajude a acelerar investimentos, aumentar o interesse comercial pela modalidade e fortalecer a formação de novas atletas.