Vini Jr. esclarece verdadeiro motivo de não ter batido pênalti: 'Nunca quis'

Em declaração corajosa após o Brasil perder para a Noruega e ser eliminado da Copa, Vini Jr. explica o que aconteceu

6 jul 2026 - 08h51

A polêmica ao redor da queda da Seleção Brasileira na Copa do Mundo ganhou esclarecimentos importantes por parte dos protagonistas do time. Depois de perder por 2 a 1 diante da Noruega nas quartas de final, neste domingo (5), o atacante Vini Jr. veio a público para explicar o motivo de não ter assumido a responsabilidade na cobrança de pênalti que acabou desperdiçada e selou o destino do país no torneio mundial.

Reprodução/Globo
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Foto: Mais Novela

Muitos torcedores questionaram a ausência do principal astro da equipe na batida decisiva. No entanto, o jogador do Real Madrid revelou que a ordem dos batedores já estava previamente estabelecida pela comissão técnica de Carlo Ancelotti.

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O critério por trás da penalidade máxima

De acordo com o camisa 7, a decisão passou longe de qualquer tipo de omissão ou vaidade pessoal dentro do elenco. "Sobre a cobrança, o Mister [Ancelotti] escolhe antes do jogo quem vai bater e ele escolheu o Bruno. Eu nunca fui vaidoso, nunca quis a artilharia da competição e por isso que bateu o Bruno", esclareceu o atleta, blindando o companheiro de equipe Bruno Guimarães.

Em seu desabafo, o ponta-esquerda fez questão de pontuar que o volante detinha números superiores no quesito fundamental, justificando a opção tática adotada. Além disso, ele aproveitou o espaço para rebater as teorias criadas nas redes sociais de que teria se esquivado da pressão naquele minuto crítico.

"Ele batia melhor do que eu, então o Mister escolheu por ele, e foi isso. Nunca fugi da responsabilidade. Muita gente vai falar que eu não quis bater. Bato os pênaltis no Real quando o treinador me escolhe e é isso. Temos que nos preparar melhor pra próxima Copa", desabafou o craque brasileiro.

Declaração de Carlo Ancelotti

Logo após o encerramento do confronto, o técnico Carlo Ancelotti concedeu entrevista coletiva e corroborou integralmente as declarações dadas por seu comandado. O treinador italiano detalhou a dinâmica de planejamento da comissão técnica para respaldar a escolha de Bruno Guimarães.

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"Fizemos uma estatística dos melhores cobradores da Seleção. Entre os que estavam em campo, Bruno Guimarães era o melhor colocado para cobrar o pênalti", argumentou o comandante, pondo fim às especulações de bastidores.

Apesar do forte abalo emocional com a desclassificação na reta decisiva, o experiente treinador preferiu adotar um tom de perspectiva e renovação para o futebol brasileiro, apontando que o desempenho demonstrado ao longo da competição indicava um futuro promissor.

"É óbvio que estamos todos profundamente tristes. Fazíamos um bom Mundial até aqui e também poderíamos ter vencido hoje", lamentou o técnico. Por fim, ele sinalizou os próximos passos do planejamento visando os ciclos futuros: "Quando acontecem derrotas assim, é o começo de uma nova aventura. Temos que seguir trabalhando, melhorando. Encontrar novas ideias. Creio que não é o fim, é o princípio de um novo ciclo. Eu acho que com essa equipe, o Brasil poderia ter competido até a final".

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