Thomas Tuchel mostrou tristeza com a queda da Inglaterra para a Argentina nas semifinais da Copa do Mundo. Em entrevista após a derrota de virada por 2 a 1, o treinador lamentou a passividade da equipe após o gol que abriu o placar.
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“Estou desapontado, a gente estava muito perto, mas fomos muito passivos depois que marcamos. Tivemos chances, mas não conseguimos torná-las em gol. A gente só concedeu muitos cruzamentos, chances e chutes. A gente estava perto, mas não conseguimos marcar o nível depois que marcamos”, disse o alemão.
Em suas mudanças, Tuchel apostou em reforçar o sistema defensivo, o que acabou chamando mais a Argentina para o ataque. Anthony Gordon, Reece James, Declan Rice, John Stones e Djed Spence saíram para as entradas de Ezri Konsa, Nico O'Reilly, Dan Burn, Ivan Toney e Marcus Rashford.
“As substituições são para ajudar os jogadores, a gente decidiu ir para uma linha de cinco para evitar os cruzamentos. Então, fomos para uma linha de cinco para fechar os espaços atrás. As substituições que fizemos antes não nos tornaram tão vulneráveis aos cruzamentos, mas a responsabilidade é do técnico. É muito fácil dizer que as substituições não foram boas quando o resultado também não é”, continuou.
O técnico, porém, lamentou não ter conseguido manter a posse de bola: “Se você não tem a bola, você não consegue ir para cima. A gente queria fazer o segundo gol, mas o sentimento que tínhamos era que, com as substituições, era que precisávamos mudar o esquema, mas fomos muito passivos. Não conseguimos manter a bola. Não foi um problema de instrução, mas mudamos após o gol”.
Mesmo reconhecendo que as mudanças não deram resultado, Tuchel se manteve firme nas decisões tomadas: “No momento, nenhum arrependimento. A gente estava muito perto. Estávamos fazendo nosso melhor jogo, talvez, mas por algumas circunstâncias acabamos cedendo”.
Com o terceiro lugar ainda em jogo contra a França, o treinador analisou a campanha da Inglaterra no Mundial. No mata-mata, a equipe eliminou a República Democrática do Congo, México e Noruega antes da semifinal contra os argentinos.
“O melhor da Inglaterra foi a mentalidade e um grupo muito forte. Jogamos os jogos como eram para ser jogados. Foram muitas viagens, jogamos na altitude, jogamos com dez homens, jogamos com calor. Chegamos muito perto hoje. Não é momento de analisar, porque perdemos um jogo crucial”, completou.