Reino Unido exige que Fifa suspenda Argentina após grave atitude dos jogadores

Governo britânico entra com representação máxima após ato em campo e pede exclusão de atletas da grande decisão contra a Espanha

17 jul 2026 - 10h45

Os bastidores da grande decisão da Copa do Mundo de 2026 acabam de se transformar em um verdadeiro campo de batalha geopolítica. O governo do Reino Unido acionou oficialmente os comitês da FIFA com o intuito de punir severamente a delegação da Argentina por causa de um manifesto em campo.

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Foto: Mais Novela

Britânicos tentam tirar Argentina da grande final

Através de notificações formais enviadas à entidade máxima do futebol, a cúpula britânica solicitou o afastamento imediato dos jogadores envolvidos na polêmica. Desse modo, alguns dos principais craques do time sul-americano correriam o risco de ficar de fora do jogo decisivo do Mundial.

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Toda a confusão começou logo após a vitória argentina na semifinal da competição. Durante a comemoração no gramado, o elenco posou exibindo uma faixa contendo uma tradicional frase de soberania territorial. "As Malvinas são argentinas", exibia o cartaz.

Por causa disso, importantes parlamentares ingleses demonstraram forte indignação. O político Ed Davey, um dos líderes do parlamento britânico, relembrou um castigo aplicado recentemente na Europa. Na ocasião, a UEFA puniu os atletas espanhóis Rodri e Morata por entoarem canções afirmando que a região de Gibraltar pertencia à Espanha.

Governo exige rigor e histórico pesa contra a AFA

Da mesma forma, o ministro de Negócios britânico, Peter Kyle, exigiu uma apuração minuciosa e rápida antes do apito inicial da finalíssima. O estatuto da federação internacional veda completamente propagandas de cunho ideológico nos estádios, aplicando multas severas aos infratores.

Além disso, a federação argentina é considerada reincidente nessa mesma infração. Pouco antes do Mundial de 2014, o time apresentou a mesmíssima faixa em um amistoso realizado em Buenos Aires, gerando um prejuízo financeiro considerável na época.

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Anteriormente, o caso mais grave de gancho por protesto territorial ocorreu nas Olimpíadas de 2012, em Londres. Logo após derrotar o Japão, o jogador sul-coreano Park Jong-woo desfilou carregando um cartaz político feito por torcedores. "Dokdo é nosso território", dizia a mensagem do asiático. Como consequência daquele ato, os dirigentes aplicaram um gancho de duas partidas oficiais ao meio-campista.

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Por outro lado, o atual mandatário argentino buscou blindar os seus atletas, embora defenda o distanciamento entre o esporte e a diplomacia. O chefe de Estado garantiu que apoia o orgulho patriótico demonstrado pelos jogadores.

O político reforçou que seu plano é retomar o controle do arquipélago futuramente, mas garantiu que usará apenas debates pacíficos com a comunidade internacional. Confiante de que a pressão inglesa não surtirá efeito desportivo, o governante minimizou as chances de desfalques.

O líder do país vizinho estimou que a entidade máxima deve aplicar apenas um prejuízo de 30 mil dólares aos cofres da federação.

Conflito histórico que completou décadas

A disputa armada pelas ilhas estourou na histórica Guerra das Malvinas, iniciada em abril de 1982. Naquele período, a junta militar que governava a Argentina utilizou o combate na tentativa de abafar os problemas econômicos locais e angariar apoio popular.

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Do mesmo modo, a primeira-ministra Margaret Thatcher enfrentava uma dura recessão econômica em solo inglês. Para a chamada "Dama de Ferro", o envio imediato de tropas serviu como demonstração de força geopolítica para salvar seus índices de aprovação.

Por fim, a superioridade militar da realeza garantiu a rendição dos sul-americanos em junho daquele mesmo ano. Atualmente, os europeus chamam o local de Ilhas Falklands, cuja sede administrativa fica em Stanley. Em contrapartida, os argentinos denominam a região como Ilhas Malvinas, fixando sua capital simbólica em Puerto Argentino. O arquipélago fica a apenas 550 quilômetros do território argentino, enquanto mais de 12 mil quilômetros o separam do Reino Unido.

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