Rede hoteleira americana troca estratégia e reduz preços para a Copa do Mundo

Por enquanto, a procura ficou bem abaixo das expectativas nos Estados Unidos

16 abr 2026 - 17h34
(atualizado às 17h42)
As seleções que vão disputar a Copa do Mundo de 2026
As seleções que vão disputar a Copa do Mundo de 2026
Foto: Divulgação/Fifa

Faltando 56 dias para o início da Copa do Mundo a ser realizada no Estados Unidos, Canadá e México existe uma grande preocupação da rede hoteleira norte-americana. O preço alto dos ingressos e algumas incertezas estão afastando a torcida.

Para reverter a situação, hotéis em cidades-sede passaram a reduzir significativamente os preços das diárias, em um movimento que reflete a cautela dos torcedores diante de custos elevados e incertezas globais.

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Segundo o jornal Financial Times, as tarifas para dias de jogos em cidades como Atlanta, Dallas, Miami, Filadélfia e San Francisco caíram cerca de um terço em relação ao pico registrado no início do ano. O cenário indica que o fluxo de visitantes internacionais não atingiu o nível previsto pelo setor.

A expectativa inicial era de que o Mundial ajudasse a impulsionar o turismo nos Estados Unidos. O presidente da Associação de Hotéis de Nova York, Vijay Dandapani, afirmou que o aumento de demanda ainda não se concretizou. “Posso afirmar categoricamente que ainda não vimos um aumento significativo. É possível que haja algum crescimento, mas certamente não será a abundância prometida pela Fifa”, destacou.

“Estou vendo muitas pessoas começarem a entrar em pânico e reduzir suas tarifas”, afirmou Scott Yesner, fundador da empresa Bespoke Stay, especializada em aluguel de curto prazo e hotéis boutique.

Outro fator que ampliou a oferta foi o cancelamento, pela Fifa, de reservas previamente contratadas para equipes técnicas e delegações. Segundo o analista Jan Freitag, da CoStar, isso deixou os hotéis com “muito mais quartos disponíveis para vender no período entre os jogos”.

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Estimativas indicam que um torcedor precisaria gastar ao menos US$ 6.900 para assistir a todos os jogos de sua seleção até a final, valor muito superior ao da Copa do Catar.

Outros fatores como inflação, aumento do preço das passagens aéreas e tensões internacionais têm desestimulado as viagens. Para Lior Sekler, executivo da HRI Hospitality, o interesse internacional diminuiu: “Obviamente, o desejo das pessoas de viajar para os Estados Unidos neste momento está menor”.

Fonte: Portal Terra
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