A Seleção Brasileira garantiu vaga nos 16 avos de final, mas ainda não sabe quem vai enfrentar na próxima fase da Copa do Mundo. Isso porque o adversário será o segundo colocado do Grupo F, que será concluído apenas nesta quinta.
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Com os jogos marcados para às 20h (horário de Brasília), apenas a Tunísia já está descartada e vai enfrentar os holandeses. Japão e Suécia fazem o outro duelo do grupo e podem acabar com a segunda colocação.
Mas, afinal, quais pontos o Brasil precisa se preocupar e quais podem ser um caminho para a vitória? Para te ajudar a entender, listamos algumas características dos possíveis adversários.
Japão
- Ponto positivo: os asiáticos são uma das sensações do ciclo para essa Copa do Mundo. Muito disso se passa pelo trabalho do técnico Hajime Moriyasu, que comanda a equipe desde 2018.
Mais do que peças individuais, ele criou um trabalho baseado em transições rápidas da defesa para o ataque. O entrosamento também é notório entre os Samurais Azuis.
- Ponto negativo: apesar do grande ciclo, os japoneses chegaram desfalcados ao Mundial. Wataru Endo (Liverpool), Takumi Minamino (Mônaco) e Kaoru Mitoma (Brighton) se machucaram antes do Mundial e sequer viajaram aos Estados Unidos.
Além dos desfalques, os japoneses têm sofrido com a bola parada no Mundial. Contra a Holanda, cinco das dez finalizações sofridas foram de cabeça.
Suécia
- Ponto positivo: os europeus têm no ataque os pilares da equipe. Viktor Gyökeres (Arsenal) e Alexander Isak (Liverpool) somam um gol cada um no Mundial e colocam medo em qualquer defesa.
- Ponto positivo: por outro lado, o restante da equipe é de gerar preocupação. A vaga no Mundial, inclusive, só foi conquistada na repescagem graças ao desempenho na Nations League, já que a seleção sequer venceu nas Eliminatórias.
Holanda
- Ponto positivo: em uma versão low profile, os holandeses comandados por Ronald Koeman devem preocupar qualquer adversário. O pilar da equipe, porém, é a defesa, que tem Virgil van Dijk (Liverpool), Jan Paul van Hecke (Brighton), Micky van de Ven (Tottenham) e Denzel Dumfries (Inter de Milão).
- Ponto negativo: mesmo com o bom momento, os holandeses não têm tido sorte contra seleções da primeira prateleira nos últimos anos. Nos últimos cinco confrontos contra campeões mundiais, são três empates - dois contra a Espanha e uma contra a Alemanha - e duas derrotas - um contra Inglaterra e um contra Alemanha.
A Laranja Mecânica também vê uma de suas referências técnicas chegando em um momento de baixa física. O camisa 10 do Corinthians soma apenas 38 minutos em campo nas duas primeiras partidas do Mundial, mas o suficiente para dar uma assistência contra a Suécia.