Aliado de Trump sugere a Infantino substituir Irã pela Itália na Copa do Mundo

Movimento do enviado especial Paolo Zampolli é visto como tentativa de apaziguamento na relação entre os governos americano e italiano

22 abr 2026 - 20h47

Um enviado especial de Donald Trump sugeriu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que a seleção iraniana seja substituída pela italiana na Copa do Mundo a ser disputada na América do Norte. A informação foi confirmada pelo próprio Paolo Zampolli ao jornal britânico Financial Times.

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O argumento para uma mudança, em meio à tensão entre Estados Unidos e Irã pelos conflitos no Oriente Médio, seria ainda o fato de a Itália ter quatro títulos mundiais, mas não ter conseguido conquistar a vaga na Copa. O time italiano disputou a repescagem das Eliminatórias Europeias, mas caiu diante da Bósnia e Herzegovina.

Legalmente, a Fifa tem autonomia para decidir quem entraria na vaga do Irã em caso de desistência. Em 2025, a entidade definiu que quem vencesse a fase de liga da MLS jogaria o novo Mundial de Clubes. Convenientemente, a decisão foi tomada após a definição de que o Inter Miami, de Lionel Messi, havia sido campeão.

Entretanto, para isso, seria necessária uma desistência iraniana, o que não parece que vai se confirmar. A mídia estatal do Irã divulgou um comunicado da porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, dizendo que o país está preparado para a participação no torneio.

Segundo Mohajerani, o Ministério do Esporte e da Juventude garantiu à federação de futebol que "todas as providências necessárias para a participação da equipe fossem tomadas".

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Trump já falou que a seleção iraniana será "bem-vinda" ao torneio, mas questionou se seria apropriado que o time participasse por questões de "vida e segurança". O Irã proibiu suas seleções nacionais e clubes de viajarem para países considerados hostis, sem citar os Estados Unidos.

Quem citou o país norte-americano foi o presidente da federação iraniana. "Vamos nos preparar para a Copa do Mundo. Vamos boicotar os Estados Unidos, mas não a Copa do Mundo", declarou Mehdi Taj em um vídeo divulgado pela agência de notícias Fars.

No meio das falas, Infantino assegurou a participação iraniana. Ele acompanhou um jogo do time na última Data Fifa. O jogo contra a Costa Rica ocorreu na Turquia, justamente pelos conflitos no Oriente Médio.

"O Irã estará na Copa do Mundo. Estamos aqui para isso. Estamos satisfeitos porque é uma equipe muito, muito forte. Estou muito contente", falou o presidente da Fifa à AFP.

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A fala de Zampolli vai além do futebol. O movimento é visto como tentativa de apaziguamento entre os governos dos Estados Unidos e da Itália. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, rompeu com Donald Trump recentemente.

Meloni tinha Trump como um aliado, mas distanciou-se pela impopularidade do americano na Itália. O rompimento derradeiro se deu após xingamentos do presidente dos Estados Unidos ao Papa Leão XIV, após o religioso criticar o tratamento desumano de imigrantes. Trump ainda reclamou da falta de apoio de Meloni na guerra no Irã.

Enviado especial de Trump é citado em acusação de modelo brasileira

Uma conta no X (antigo Twitter) atribuída à modelo brasileira Amanda Ungaro fez uma série de publicações insinuando acusações contra a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. No último ano, Ungaro voltou ao Brasil deportada dos EUA e acusa o pai do seu filho, o empresário italiano Paolo Zampolli, de usar sua influência política para conseguir que ela fosse presa pela polícia de imigração americana, o ICE. O ex-casal, que viveu junto por 19 anos, agora trava uma disputa pela guarda do filho, e ela o acusa de violência doméstica.

Zampolli afirma que foi ele quem apresentou Donald Trump a Melania Knauss em 1998. De acordo com o Yahoo!News, Zampolli e Ungaro compareceram à primeira posse de Donald Trump em 2017 e, segundo relatos, sentaram-se à mesa de Melania durante o jantar.

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Uma reportagem do The New York Times indica que Ungaro foi presa em Miami sob acusações de fraude relacionadas a um spa médico. Na ocasião, Zampolli teria entrado em contato com um alto funcionário do ICE para avisar que a ex-mulher estava com o visto vencido. Apesar da velocidade com que a deportação aconteceu, o empresário italiano nega ter solicitado tratamento especial no processo.

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