A situação de Luis Zubeldía no Fluminense entrou em um momento delicado. A diretoria tricolor já avalia a possibilidade de trocar o comando técnico após a eliminação para o Vasco na Copa do Brasil e os recentes tropeços da equipe. Embora o treinador ainda tenha respaldo interno, a sequência negativa aumentou a pressão.
Empate no Maracanã aumenta pressão
O Fluminense entrou em campo nesta terça-feira (11) diante do Independiente Rivadavia, no Maracanã, pelas oitavas de final da Libertadores. A equipe, que chegou ao confronto sem vencer há seis partidas, ficou no empate por 0 a 0.
Até o momento, Zubeldía segue no comando do Fluminense. Internamente, o argentino ainda é considerado um profissional cujo trabalho tem pontos positivos. No entanto, existe a percepção de que o time deixou de apresentar evolução sob seu comando. Nesse cenário, o empate diante do Rivadavia pode aumentar a pressão e o risco de uma mudança acontecer a qualquer momento.
Diretoria já monitora alternativas
A intenção do Fluminense era observar os próximos compromissos antes de tomar uma decisão definitiva. Com o empate pela Libertadores, o Tricolor agora terá pela frente o Palmeiras pelo Brasileirão e, depois, o jogo de volta contra o Rivadavia, na Argentina.
Essas partidas podem ser determinantes para o futuro de Zubeldía. Ao mesmo tempo, o clube já recebeu contatos de intermediários oferecendo treinadores brasileiros e estrangeiros. As consultas não significam uma decisão tomada, mas mostram que a diretoria trabalha com diferentes cenários caso a troca se torne necessária.
Zubeldía reconhece pressão da torcida
Após o empate por 1 a 1 com o Botafogo, Zubeldía falou sobre as críticas que recebeu depois da eliminação para o Vasco e reconheceu a frustração dos torcedores.
"Fizemos um primeiro tempo muito ruim contra o Vasco (na Copa do Brasil), isso justificou grande parte da classificação (do Vasco). Fizemos um jogo de ida com mais situações e creio que merecíamos avançar, mas o primeiro tempo (na volta) complicou. As expectativas eram altas internamente e do lado de fora, então é normal que tenham críticas ao treinador e alguns jogadores", disse.