O Fluminense entrará em campo na próxima quinta-feira (30), às 19h (de Brasília), para enfrentar o Bolívar em La Paz, na Bolívia, em partida válida pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores.
Como o desafio ocorrerá a mais de 3.500m de altitude, o resultado desse duelo influenciará diretamente as pretensões do Clube no torneio.
No momento, o Tricolor ocupa a terceira posição do Grupo C com apenas um ponto após duas rodadas, enquanto o Independiente Rivadavia lidera com seis pontos. Logo abaixo, o La Guaira-VEN aparece com dois pontos e o Bolívar amarga a lanterna, também com um ponto conquistado.
Logo depois da partida contra a Chapecoense, o técnico Luis Zubeldía já começou a projetar esse confronto decisivo e alertou que os jogadores inevitavelmente sentirão os efeitos do ar rarefeito. Apesar disso, o comandante argentino revelou o que considera o "segredo" para superar as barreiras geográficas impostas pelo local.
"É um contexto diferente. Vamos tratar de nos adaptar com o que melhor possamos. Há situações importantes na altitude. Não tive oportunidade de dirigir equipes a 3.600m, mas em lugares como contra LDU, a 2.800m. Há sempre algumas dicas, como controlar a bola, não correr mais do que a conta, os chutes ao gol de meia distâncias, há situações para que se sinta um pouco menos, mas a altitude sempre se sente. O segredo é conviver com essa situação", explicou
Experiência e primeira pelo Fluminense
Além de oferecer essas orientações táticas, o treinador enfatizou que possui experiência em cenários similares e confia que detém a chave para o sucesso. Zubeldía explicou que a bagagem anterior dos atletas conta muito nesses momentos de dificuldade física extrema.
"Já experimentei partidas na altitude, há certamente uma memória fisiológica. Isso escutei uma vez de um professor que dirigiu o Boca, que falava sobre memória fisiológica dos jogadores que estão acostumados com a altitude, que podem estar em equipes distantes, mas que habitualmente sobem à altitude têm essa memória. Como, por exemplo, um jogador equatoriano que está jogando na Europa e vem a Quito nas Eliminatórias. Ele, por mais que esteja jogando longe, tem a memória fisiológica, que basicamente tem a ver com já ter experimentado.", destacou.
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