STJD toma decisão sobre investigação de Lucho Acosta, do Fluminense

8 out 2026 - 23h02
Resumo
O STJD arquivou a investigação contra Lucho Acosta, do Fluminense, sobre suspeita de manipulação de apostas esportivas ligada a um cartão amarelo contra o Bragantino. Sem indícios de irregularidades ou benefícios ao jogador, o tribunal descartou denúncias no momento. Apesar do arquivamento favorável, clube e atleta mantêm a atenção, pois o procedimento desportivo poderá ser reaberto caso novas provas surjam a partir de apurações na esfera cível.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu arquivar a investigação envolvendo Lucho Acosta, do Fluminense, por suspeita de manipulação de apostas esportivas. O tribunal não identificou indícios de que o argentino tenha obtido benefícios com a situação investigada. Dessa forma, o jogador não enfrentará uma denúncia na Justiça Desportiva neste momento.

Foto: Entrevista de Lucho Acosta, do Fluminense ( Marcelo Gonçalves / Fluminense FC) / Gávea News

A investigação teve origem em uma partida contra o Bragantino, realizada em 17 de julho, no Maracanã. Na ocasião, as equipes empataram por 1 a 1, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. Um volume incomum de apostas relacionadas ao cartão amarelo recebido pelo jogador despertou suspeitas e motivou a abertura do procedimento.

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Ao longo de aproximadamente dois meses e meio, Lucho Acosta precisou participar de reuniões e prestar depoimentos para esclarecer o episódio. O departamento jurídico do Fluminense acompanhou o processo, oferecendo assistência ao atleta durante as apurações. A ausência de elementos que comprovassem irregularidades fundamentou o arquivamento.

Nos bastidores, o clube também demonstrou preocupação com possíveis impactos da investigação no rendimento do jogador. O caso ocorreu durante um período importante da temporada, aumentando a atenção sobre a situação do argentino. Além disso, o meio-campista renovou recentemente seu contrato com a equipe carioca.

Apesar da decisão favorável, existe um precedente que mantém o assunto em atenção. Bruno Henrique, do Flamengo, também teve uma investigação inicialmente arquivada pelo STJD. Entretanto, nove meses depois, uma operação da Polícia Federal e do Ministério Público apresentou novos desdobramentos, levando à reabertura do procedimento desportivo.

No caso de Lucho Acosta, o prazo de punibilidade de 60 dias chegou ao fim. Contudo, esse período pode ser prorrogado caso a investigação na esfera cível apresente novas informações relevantes. Por enquanto, o Fluminense e o jogador permanecem atentos a eventuais desdobramentos, sem qualquer denúncia apresentada contra o argentino no STJD.

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