Presidente do Fluminense ataca arbitragem após derrota para o Flamengo: 'Um lixo'

Mattheus Montenegro contestou decisões do árbitro Rafael Klein e do VAR após o Fla-Flu, e o clube formalizou as reclamações em nota oficial

12 out 2026 - 07h17
(atualizado às 07h50)
Resumo
Após a derrota por 1 a 0 para o Flamengo pelo Brasileirão, o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, atacou duramente a arbitragem de Rafael Klein e a atuação do VAR. O dirigente classificou o trabalho dos juízes como "um lixo", queixando-se da não expulsão de Erick Pulgar após falta violenta em Castillo e de dois pênaltis não marcados na etapa final. Em nota oficial, o clube tricolor reforçou as críticas, afirmando que os graves erros influenciaram diretamente no resultado do clássico.
Mattheus Montenegro concede entrevista coletiva no CT Carlos Castilho.
Mattheus Montenegro concede entrevista coletiva no CT Carlos Castilho.
Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC / Esporte News Mundo

A derrota do Fluminense para o Flamengo por 1 a 0, neste domingo (11), no Maracanã, provocou uma forte reação da diretoria tricolor. Após o clássico pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, o presidente Mattheus Montenegro se manifestou contra a arbitragem e usou palavras duras para demonstrar sua insatisfação com as decisões da equipe comandada por Rafael Rodrigo Klein.

O dirigente concentrou suas críticas em três jogadas: uma entrada de Erick Pulgar sobre Rodrigo Castillo, no primeiro tempo, e dois lances na área rubro-negra durante a etapa final. Na avaliação do presidente, o Fluminense foi prejudicado pela falta de punições mais severas e pela ausência de marcações de penalidades.

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"Para ficar claro: a arbitragem foi um lixo. Uma merda. Um lixo, uma merda", disparou Montenegro, antes de questionar a atuação do VAR, sob responsabilidade de Daniel Nobre Bins.

Entrada de Pulgar aumenta reclamações do Tricolor

Aos 30 minutos da etapa inicial, Pulgar acertou o joelho de Castillo em uma disputa de bola. O atacante do Fluminense precisou de atendimento após sofrer um corte na região, mas o árbitro manteve o cartão amarelo aplicado ao volante chileno.

A equipe de arbitragem de vídeo não recomendou uma revisão do lance no monitor. Posteriormente, PC Oliveira, comentarista de arbitragem da Globo, considerou que o jogador do Flamengo deveria ter sido expulso.

Montenegro também criticou a condução da jogada e questionou a ausência de uma intervenção do VAR.

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"Eu vi agora o joelho do Castillo, está com a marca da trava da chuteira. Eu pergunto: cadê o VAR? Estava dormindo?", declarou o presidente.

Dirigente contesta lances na área do Flamengo

As reclamações do Fluminense continuaram no segundo tempo. Aos 11 minutos, o clube pediu pênalti após uma disputa entre Castillo e Léo Ortiz. Mais tarde, aos 28, os tricolores questionaram um contato de Alex Sandro com Savarino dentro da área.

Nenhuma das duas jogadas resultou em penalidade. Para Montenegro, as decisões tiveram peso no resultado do clássico.

"Depois, houve dois pênaltis. Um no Savarino e outro no Castillo, que o Léo Ortiz chega com a sola. Quando você vê um jogo desta importância, com uma expulsão e dois pênaltis… como você vai ganhar o jogo? É impossível", afirmou.

O presidente ainda citou uma suposta infração de Léo Pereira durante uma cobrança de lateral e demonstrou insatisfação com o cartão amarelo recebido por Canobbio.

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"Teve mais. Léo Pereira colocou a mão na bola quando a gente foi bater o lateral. Não aconteceu nada. O amarelo que o Canobbio levou não foi nada. Estou triste, a arbitragem foi uma merda", concluiu Montenegro. O dirigente encerrou a declaração sem responder às perguntas dos jornalistas.

Clube cobra providências em comunicado

A manifestação do presidente foi acompanhada por uma nota oficial do Fluminense. No texto, o clube contestou principalmente a decisão de não expulsar Pulgar e a ausência de marcação de pênalti no lance envolvendo Savarino.

O Tricolor também direcionou críticas ao trabalho do VAR e defendeu que jogadas como a entrada sobre Castillo precisam ser tratadas com rigor para preservar a segurança dos atletas.

Ao abordar o lance do segundo tempo, o clube alegou que Alex Sandro derrubou Savarino dentro da área sem disputar a bola. O comunicado ainda afirmou que decisões desse tipo podem interferir diretamente no andamento e no desfecho de uma partida.

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Enquanto o Fluminense protestou contra a arbitragem, o Flamengo celebrou o resultado positivo no clássico. Com o gol de Carrascal, o Rubro-Negro venceu por 1 a 0 e manteve a liderança do Brasileirão, enquanto o Tricolor seguiu na terceira posição.

Nota oficial do Fluminense:

"O Fluminense FC lamenta que, mais uma vez, o maior clássico do Brasil tenha sido manchado por dois erros claros de arbitragem. Ainda no primeiro tempo, o atleta Erick Pulgar, do Flamengo, atingiu o joelho do atacante Rodrigo Castilho com a sola da chuteira, numa entrada violenta que colocou em risco a integridade física do jogador tricolor. O árbitro Rafael Klein, bem posicionado para avaliar a jogada, optou por não aplicar o cartão vermelho que a regra determina. Mais grave ainda foi a omissão do VAR, comandado por Daniel Nobre Bins, que dispunha de todos os recursos para corrigir o erro e preferiu se calar.

A tolerância com esse tipo de conduta é um incentivo à deslealdade e uma ameaça a quem está em campo. Zelar pela integridade de quem joga é o mínimo que se espera de quem tem a responsabilidade de aplicar as regras.

E como se um erro claro não fosse o suficiente, o árbitro ainda ignorou um pênalti de Alex Sandro em Savarino no segundo tempo. O atleta do Flamengo em nenhum momento disputou a bola e derrubou o jogador tricolor dentro da área, mas nada foi marcado.

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Não aplicar as regras implica em mudar a dinâmica de uma partida e, consequentemente, influenciar seu resultado. E isso não podemos permitir."

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