O ex-atacante Tato, um dos grandes nomes da história do Fluminense, morreu nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, aos 64 anos. Carlos Alberto Araújo Prestes lutava contra um câncer no esôfago e faleceu em Curitiba, sua cidade natal. O clube das Laranjeiras confirmou a informação por meio de nota oficial e decretou luto pela perda de um dos protagonistas do título brasileiro de 1984.
Em comunicado, o Fluminense destacou a importância do ex-jogador na construção de uma das fases mais marcantes de sua história. "Tato está marcado para sempre na história do Fluminense Football Club", escreveu o clube. Como homenagem, será realizado um minuto de silêncio antes da partida contra o Grêmio, nesta quarta-feira (28), no Maracanã, pela Série A. O corpo do ex-atacante será cremado ainda nesta terça-feira, em Curitiba.
Dentro de campo, Tato foi peça-chave do lendário ataque tricolor ao lado de Romerito, Assis e Washington, o "Casal 20". Mais do que números, sua função era dar equilíbrio e intensidade a uma equipe que entrou para a memória do futebol brasileiro. Pelo Fluminense, disputou entre 236 e 242 partidas, marcou 17 gols e conquistou o Campeonato Brasileiro de 1984, além do tricampeonato carioca entre 1983 e 1985 e torneios internacionais como o de Paris, Seul e a Copa Kirin.
Tato também foi campeão brasileiro pelo Vasco, em 1989, e teve passagens por clubes como Santos, Sport e Coritiba, além de ter vestido a camisa da Seleção Brasileira. Vindo de uma família ligada ao futebol, era irmão do ex-lateral Paulo Roberto Prestes e tio de Paulo Roberto Júnior. Para o torcedor tricolor, fica a lembrança de um jogador identificado com o clube, símbolo de entrega, inteligência tática e da canhota precisa que ajudou a eternizar a "Máquina Tricolor" da década de 80.