Apesar de ter iniciado a temporada de 2026 com um ritmo avassalador que rendeu elogios da crítica e um impressionante aproveitamento de 71,4% até o fim de março. Desconsiderando os jogos contra equipes de menor expressão no Carioca, o Fluminense perdeu força nos últimos meses.
Essa oscilação recente minou a lua de mel com a torcida, transformando os aplausos iniciais em vaias nas arquibancadas. Ao longo daquele período, os comandados de Luis Zubeldía acumularam nove vitórias, três empates e apenas duas derrotas em 14 exibições. Além disso, registrou ainda a marca de seis jogos consecutivos sem sofrer gols.
Apesar do começo promissor, a calmaria deu lugar à turbulência nos meses seguintes. Um levantamento publicado pelo jornal O Dia apontou uma queda drástica de rendimento entre abril e maio, o que logo despertou a desconfiança de parte dos torcedores tricolores.
Para se ter uma ideia de como essa piora ganha contornos mais claros, basta examinarmos com critério as últimas 18 vezes em que a equipe entrou em campo. A partir dessa amostragem, fica evidente que o rendimento do Fluminense despencou para 50%. Um declínio que se materializou especificamente por meio de sete vitórias, seis empates e cinco derrotas.
Diante disso, torna-se fundamental apontar que a principal explicação para essa crise de identidade reside, sobretudo, na instabilidade do sistema defensivo. Como consequência direta desse cenário preocupante, o time de Luis Zubeldía chega à pausa para a Copa do Mundo. A equipe carrega um incômodo fantasma; isto é, o de ter sofrido gols em 16 dos últimos 18 jogos disputados.
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