Duas semanas após a polêmica demissão de Filipe Luís no Flamengo, o auxiliar técnico Rodrigo Caio explicou por que pediu demissão do clube. O ex-jogador chegou ao Rubro-Negro no ano passado, após receber um convite do então técnico da equipe.
Em entrevista ao podcast de Diego Ribas, Rodrigo revelou que havia feito um acordo de que deixaria o clube quando Filipe Luís saísse.
"Eu falei para o Filipe: estou indo por você e também pelo Flamengo, que é um clube que eu amo. Mas, a partir do momento em que você sair, eu saio junto com você. Isso sempre foi algo muito claro entre nós", pontuou.
Além disso, o ex-jogador também comentou que sempre esteve ciente de que poderia ser desligado da equipe. O auxiliar destacou que teve conversas com o diretor de futebol, José Boto, e pediu para que todas as situações de desconforto permanecessem claras.
"Eu cheguei com o Filipe. Ele me ligou junto com o Flamengo para aceitar o desafio e entender se eu poderia ajudar. Eu tive duas conversas importantes: uma com o Boto e outra com o Filipe. Desde o início deixei claro que, a partir do momento em que eu não estivesse entregando ou não estivesse no nível do Flamengo, queria que olhassem nos meus olhos e falassem. Se tivesse que sair, eu sairia em paz", ressaltou.
Falta de palavra
Ao contrário do treinador, Rodrigo Caio pediu para sair do clube não recebendo uma demissão. Por conta da situação complicada, o bicampeão da Libertadores pelo Mengão também sublinhou aquestão de valores, alegando que a palavra não valeu muito nesta situação.
"A gente vive em um mundo em que, muitas vezes, a palavra não vale muito. O contrato vale, o papel vale, mas para mim a palavra vale ainda mais. É isso que me faz dormir em paz e faz meu filho sentir orgulho de mim", enfatizou.
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