O clima no Flamengo piorou após a queda na Libertadores, com o elenco insatisfeito com o diretor José Boto. Os atletas criticam sua falta de respaldo público pós-eliminação, o estilo rígido e distante, a lentidão em renovações e a disparidade salarial gerada pelos novos reforços. A crise acumulada desde a saída de Filipe Luís põe em xeque a permanência do dirigente, enquanto o Rubro-Negro, ainda líder do Brasileiro, busca focar no confronto contra o Atlético-MG.
O ambiente nos bastidores do Flamengo ficou mais delicado após a eliminação para o Estudiantes, na semifinal da Copa Libertadores da América. Segundo informações do jornalista Venê Casagrande, divulgadas no SBT Rio, jogadores do elenco estão insatisfeitos com a postura do diretor de futebol José Boto. A principal reclamação envolve a ausência de manifestações públicas do dirigente em defesa dos atletas depois da queda na competição continental.
De acordo com a apuração, parte do grupo entende que José Boto deveria ter assumido uma posição mais ativa diante das críticas recebidas pela equipe. A avaliação interna é de que o português não ofereceu o respaldo esperado em um momento de pressão. O desgaste não começou com a eliminação, sendo resultado de diferentes situações acumuladas ao longo da temporada.
Um dos pontos de insatisfação envolve as diferenças salariais dentro do elenco. As contratações de Lucas Paquetá, Saúl, Jorginho e Emerson Royal elevaram os investimentos do Mengão, provocando comparações entre os vencimentos dos recém-chegados e os de jogadores que já defendiam o clube. Essa diferença gerou desconforto entre alguns atletas, especialmente diante das negociações contratuais ainda pendentes.
As tratativas envolvendo Léo Pereira e Pedro também aparecem entre os motivos do desgaste. Os jogadores teriam demonstrado incômodo com a demora nas conversas sobre renovação. Além disso, relatos de bastidores descrevem Boto como um dirigente de comunicação rígida e distante no relacionamento cotidiano.
A relação entre o diretor e os jogadores já havia enfrentado dificuldades em março, após a saída de Filipe Luís do comando técnico. Na ocasião, Boto teria cobrado os atletas de maneira contundente, responsabilizando também o grupo pelo desempenho apresentado. Agora, com o contrato do dirigente previsto para terminar no fim de 2026, a diretoria presidida por BAP deverá avaliar sua continuidade e o trabalho de Leonardo Jardim.
Dentro de campo, o Rubro-Negro tenta preservar a liderança do Campeonato Brasileiro, com 67 pontos. O próximo compromisso será contra o Atlético-MG, na segunda-feira (26), às 20h, no Maracanã, pela 32ª rodada.