João Adibe Marques é o principal executivo e rosto público da Cimed, uma das maiores farmacêuticas brasileiras. Aos 15 anos, começou a trabalhar nos negócios da família e passou a conhecer diferentes áreas da companhia.
Em 2012, aos 40 anos, assumiu o comando da empresa. A partir dali, promoveu uma transformação na estratégia comercial e de comunicação da Cimed. A mudança passou pela aproximação direta com o consumidor.
Em vez de depender apenas de uma comunicação tradicional, a empresa passou a utilizar o próprio CEO como uma das principais faces da marca. A estratégia ajudou a construir uma identidade associada ao empresário.
João Adibe aparece em campanhas, eventos e redes sociais, além de participar diretamente das ações esportivas da companhia. Em agosto de 2026, essa estratégia ganhou um novo capítulo com a aproximação entre a Cimed e o Flamengo.
Da empresa da família à liderança da Cimed
João Adibe cresceu dentro de uma família tradicional do setor farmacêutico. Seu pai, João de Castro Marques, foi responsável pela construção do negócio que deu origem à Cimed. Antes de assumir a empresa, ele também teve experiência como piloto de automobilismo.
A relação com o esporte acabou sendo incorporada à sua maneira de administrar a companhia. Em entrevista à Forbes, o empresário afirmou que seu modelo de gestão é inspirada nos líderes de equipes esportivas.
Para ele, competitividade, planejamento e formação de times fazem parte da rotina empresarial. Sob sua liderança, a Cimed acelerou o crescimento. A companhia chegou ao primeiro bilhão de reais em faturamento e ampliou presença em diferentes categorias.
Em 2026, a empresa projeta faturamento de R$ 4,8 bilhões e estabeleceu como objetivo alcançar R$ 10 bilhões até o fim da década. A farmacêutica possui mais de 600 produtos e está presente em 98% das farmácias brasileiras, segundo dados repercutidos pela Forbes.
Por que João Adibe investe tanto no esporte?
A relação entre João Adibe e o esporte não começou no futebol. A Cimed construiu uma plataforma que envolve futebol, vôlei e automobilismo. A empresa já teve equipe própria na Stock Car e mantém histórico de investimentos no vôlei.
No futebol, por exemplo, a companhia ampliou sua exposição com clubes e, principalmente, com a Seleção Brasileira. A Cimed é patrocinadora da seleção brasileira e chegou à terceira Copa do Mundo consecutiva em 2026.
Para o Mundial, a empresa destinou R$ 200 milhões em ativações e projetou faturamento de R$ 2 bilhões. A estratégia busca transformar a exposição em vendas, com produtos, promoções e campanhas. O modelo ajuda a explicar a aproximação com o Flamengo.
Flamengo amplia a estratégia esportiva da Cimed
O Flamengo representa uma das maiores plataformas de exposição do futebol brasileiro. Para uma empresa que transformou o esporte em ferramenta de marketing, a aproximação com o clube carioca amplia o alcance da marca.
O movimento também chama atenção porque a Cimed já possui uma relação comercial com o Palmeiras. O acordo, firmado em 2025, prevê exposição da marca na omoplata e é válido até dezembro de 2027.
A estimativa é de receita de R$ 57 milhões ao clube entre valores fixos e variáveis. A presença simultânea em grandes clubes mostra que a estratégia de João Adibe não está necessariamente ligada à preferência pessoal por uma equipe.
João Adibe transformou o CEO em personagem da marca
A aproximação com o Flamengo também ajuda a entender uma característica central da estratégia de João Adibe Marques: a exposição pessoal. A Exame define o empresário como o rosto mais público da Cimed.
A própria companhia passou a utilizar a imagem do CEO para aproximar a empresa do consumidor e abandonar uma comunicação exclusivamente corporativa. O empresário resume essa mudança ao defender uma comunicação mais direta.
Em 2026, afirmou que a grande virada da Cimed foi sair do modelo tradicional entre empresas e falar diretamente com o consumidor por meio da própria imagem. Esse modelo ajuda a explicar a força da marca no esporte.
O que o Flamengo representa para a Cimed?
A possível chegada ao Flamengo acontece justamente quando a Cimed amplia suas ambições. A empresa pretende chegar a R$ 10 bilhões em faturamento até o fim da década e aposta cada vez mais em marcas capazes de criar conexão emocional com o consumidor.
Nesse cenário, o Rubro-Negro oferece algo que poucas propriedades esportivas brasileiras conseguem entregar: alcance nacional, torcida numerosa, volume nas mídias e presença constante em competições de grande audiência.
Para João Adibe, a aproximação com o Flamengo vai além da exposição da marca. É mais um capítulo da estratégia que transformou o esporte em parte dos negócios da Cimed e ampliou sua presença no futebol brasileiro.