Flamengo vive impasse de quase 43 milhões com patrocinador

4 ago 2026 - 12h17

O Flamengo mantém em seu balanço financeiro um alerta relacionado ao contrato de patrocínio firmado com o BRB. No balancete do segundo trimestre de 2026, o clube registra R$ 42,46 milhões como uma contingência de "perda possível", valor que corresponde ao montante do acordo com o Banco de Brasília.

camisa do Flamengo
camisa do Flamengo
Foto: ( divulgação/flamengo) / Gávea News

Na prática, essa classificação contábil indica que existe um risco jurídico considerado relevante, mas ainda insuficiente para exigir a criação de uma provisão financeira. Diferentemente da categoria de "perda provável", a "perda possível" não obriga o clube a reservar recursos para uma eventual derrota na Justiça.

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O montante representa um dos principais riscos cíveis apontados pelo Flamengo. Dos R$ 113,7 milhões em contingências classificadas como possíveis no balanço consolidado, os R$ 42,46 milhões ligados ao contrato com o BRB aparecem entre os maiores valores registrados pelo clube.

Mesmo com a normalização dos pagamentos, o Flamengo optou por manter o apontamento no balanço. Isso porque a ação popular que questiona o contrato ainda pode ter novos desdobramentos, além de existirem outras frentes de análise, como o procedimento em andamento no Tribunal de Contas do Distrito Federal e as investigações envolvendo o BRB no caso relacionado ao Banco Master.

A disputa judicial teve início em maio, quando uma ação popular contestou o contrato de R$ 42,6 milhões entre o banco e o Flamengo. A autora alegava que, diante da crise envolvendo o Banco Master, o BRB não deveria ampliar despesas com patrocínio esportivo, sob o argumento de possível prejuízo ao patrimônio público.

Na ocasião, a Justiça chegou a conceder uma liminar suspendendo temporariamente os repasses ao clube. No entanto, poucos dias depois, a decisão foi revertida pela 7ª Vara Cível de Brasília, que indeferiu a petição inicial por não identificar indícios concretos de ilegalidade no contrato. Desde então, os pagamentos foram retomados, embora o caso ainda seja tratado pelo Flamengo como um risco jurídico em seu balanço financeiro.

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