Elenco estrelado, futebol apagado: o retrato do Flamengo em 2026

A derrota para o Lanús não representa apenas a perda de mais uma taça: escancara um início de 2026 turbulento e amplia a sensação de que o elenco, mais uma vez, ficou devendo em jogos decisivos

27 fev 2026 - 01h36
(atualizado às 01h48)
Photo by Wagner Meier/Getty Images
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Foto: Esporte News Mundo

O Flamengo voltou a decepcionar. A derrota para o Lanús não representa apenas a perda de mais uma taça: escancara um início de 2026 turbulento e amplia a sensação de que o elenco, mais uma vez, ficou devendo em jogos decisivos.

Perder faz parte do futebol. O problema é o contexto.

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O Flamengo chega ao segundo título desperdiçado na temporada ainda em fevereiro, com investimento alto, folha salarial entre as maiores da América do Sul e discurso de protagonismo em todas as frentes. O roteiro se repete: expectativa elevada, atmosfera de decisão, estádio cheio — e desempenho abaixo do que o elenco pode entregar.

Não é apenas resultado. É atuação.

Contra o Lanús, o time voltou a oscilar emocionalmente. Em momentos-chave, faltou controle. Faltou maturidade. Faltou imposição. Em finais, detalhes decidem — e o Flamengo tem perdido esses detalhes com frequência incômoda.

A crise não nasce de uma derrota isolada. Ela nasce da repetição.

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Em 2026, o Flamengo já viu escapar dois títulos. Para um clube que se acostumou a disputar — e ganhar — tudo nos últimos anos, o sinal de alerta é inevitável. A torcida, que lota o Maracanã e sustenta o time até o último minuto, começa a questionar mais do que apoiar. E quando a arquibancada muda o tom, o ambiente pesa.

Há também a questão técnica.

O elenco é qualificado, mas parece desconectado em campo. As peças não encaixam com naturalidade. O meio-campo alterna bons momentos e apagões. O sistema defensivo sofre com desatenções. No ataque, o volume nem sempre se transforma em efetividade. Falta constância.

E falta liderança dentro das quatro linhas nos momentos decisivos.

O mais preocupante não é fevereiro sem taça. É fevereiro com dúvidas.

O Flamengo ainda tem temporada pela frente. Ainda há competições grandes no calendário. Ainda há tempo para reorganizar, ajustar e reagir. Mas o discurso de 'projeto sólido' precisa se traduzir em desempenho quando o troféu está em jogo.

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Porque, no Flamengo, participar não basta.

Em 2026, a régua segue alta. E até aqui, o time está abaixo dela.

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