O Flamengo recorreu à Conmebol para reivindicar a vaga na final da Libertadores após ser eliminado pelo Estudiantes, alegando a escalação irregular do zagueiro Marcos Rojo. Contratado fora da janela de transferências com liberação provisória do CAS, o atleta teve sua inscrição negada pela Fifa e Conmebol. O clube carioca, que já havia alertado sobre a infração antes da partida, pleiteia a vitória por W.O. O julgamento do caso ocorrerá em 12 de novembro, antes da grande decisão do torneio continental.
O Flamengo emitiu nota oficial neste sábado (24/10) para explicar a entrada com recurso na Conmebol após a eliminação para o Estudiantes (ARG), pela Libertadores. Na sexta (23/10), o clube brasileiro protocolou recurso pelos pontos da partida (empate sem gols e vitória argentina nos pênaltis) por conta da escalação do zagueiro Marcos Rojo pelo time de La Plata.
O Rubro-Negro, então, explicou cronologicamente o que ocorreu nas últimas semanas. Com dois defensores canhotos suspensos para o jogo de ida, o Estudiantes buscou a contratação de Rojo, ex-Racing. O defensor, porém, não poderia atuar na Libertadores por conta do fechamento da janela de transferências na Argentina.
"O Clube de Regatas do Flamengo esclarece que não deu início a nenhum procedimento relativo à inscrição do atleta Marcos Rojo pelo Club Estudiantes de La Plata na CONMEBOL Libertadores 2026. Em 9 de outubro, o Estudiantes solicitou à CONMEBOL a inclusão do atleta em sua lista para a semifinal, em substituição a um jogador lesionado. O período de inscrições ("janela de transferências") na Argentina estava encerrado desde 2 de setembro, e o atleta havia disputado partidas oficiais pelo Racing até 27 de setembro", inicia o comunicado.
Fifa entra na jogada
Para poder contar com Rojo, porém, o time argentino foi à Conmebol para solicitar uma exceção, já que o jogador entraria na vaga de Gabriel Neves, machucado - algo com precedentes. A entidade acionou a Fifa, mas não recebeu resposta positiva.
"A FIFA esclareceu que suas regras sobre períodos de inscrição são de aplicação obrigatória também nas transferências nacionais e não admitem exceções além das previstas em seu regulamento. Com base nisso, a CONMEBOL recusou a substituição em 14 de outubro e manteve a recusa em 15 de outubro, ou seja, antes do jogo de volta da semifinal. Essas regras são de observância obrigatória por todas as associações e conhecidas e aceitas por todos os clubes ao se inscreverem no torneio. O Flamengo não participou de nenhuma dessas etapas", segue o Fla.
O Estudiantes, então, recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) e indicou o Flamengo como parte no processo, no dia 16 de outubro. Em 21 de outubro, o CAS autorizou provisoriamente a participação de Rojo, mas, segundo a nota do Fla, negou o pedido do Estudiantes para afastar as consequências esportivas e disciplinares que possam decorrer da decisão final.
Flamengo se explica
"Chamado a integrar um processo que não iniciou, o Flamengo agiu apenas para preservar seus direitos. Antes da partida semifinal, informou ao CAS, em manifestação também comunicada ao Estudiantes, que, se o atleta fosse escalado, apresentaria a reclamação prevista no regulamento. O clube argentino, portanto, entrou em campo ciente dessa consequência, além do alerta já feito pelo próprio CAS. Após o jogo, o Flamengo apresentou a reclamação dentro do prazo, nos termos do artigo 24.1.b do Código Disciplinar da CONMEBOL, e pediu que o caso seja decidido antes da final da competição", explicou a nota emitida pelo Flamengo.
Caso se confirme que Rojo jogou ilegalmente, o Flamengo garantiria a vitória por W.O (3 a 0), avançando à final da Libertadores. O julgamento do caso ocorrerá em 12 de novembro, 16 dias antes da final marcada para o Estádio Centenário, em Montevidéu.
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