Fábio Mota, presidente do Vitória, se pronunciou oficialmente após a partida contra o Palmeiras. Em protesto contra a arbitragem, o clube não enviou o técnico Jair Ventura para conceder entrevista coletiva, nem jogadores para a zona mista.
O dirigente do Vitória reclama da não expulsão de Maurício após o palmeirense ter dado uma cotovelada em Cacá. O árbitro não considerou o contato para expulsão, mas poucos minutos depois deu cartão vermelho para o zagueiro em função de uma falta em Jhon Arias.
Para o presidente, os clubes nordestinos, em geral, são prejudicados. Ele relembrou o confronto com o Flamengo pela Copa do Brasil, quando o Vitória reclamou de pelo menos três expulsões que não aconteceram e que deveriam ter acontecido.
"Passamos por isso no ano passado contra o Flamengo. Estamos acostumados. Não quero me vitimizar, mas é difícil fazer futebol no Nordeste. Você já tem um investimento menor, você já viaja demais e ainda tem que passar por esse tipo de coisa. É lamentável o que está acontecendo. Nós em protesto não vamos fazer coletiva com treinador. Nós não vamos fazer zona mista. Nós vamos soltar uma nota como Vitória e entrar com representação (na CBF). Parabéns aos envolvidos por tudo que aconteceu", finalizou.
Relembre o jogo contra o Flamengo
Durante o primeiro jogo da quinta fase da Copa do Brasil, o Vitória visitou o Flamengo no Maracanã. Ele também foi marcado por polêmicas em torno da arbitragem. O time baiano reclamou de ao menos três expulsões que não aconteceram em uma cotovelada de Luiz Araújo no lateral Ramon, uma entrada de Arrascaeta também em Ramon e uma cotovelada de Saúl em Caíque.
O confronto terminou em 2 a 1 para o Flamengo e movimentou o jogo da volta. O Vitória se mobilizou em torno da partida e venceu por 2 a 0, eliminando o rival carioca, que era um dos favoritos a conquista do título.