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Daniel Nascimento, maratonista recordista sul-americano, está desaparecido desde junho

Suspenso por doping, atleta ficou conhecido após momento carismático ao lado do lendário queniano Eliud Kipchoge, na Olimpíada de Tóquio, em 2021

27 jul 2026 - 20h38
(atualizado às 20h50)

O maratonista Daniel Nascimento, que detém o recorde sul-americano desde 2022 e cumpre suspensão por doping, está desaparecido desde o dia 19 de junho. A família de Danielzinho, como ele é conhecido no meio do atletismo, registrou boletim de ocorrência na manhã desta segunda-feira, 27, no 1º Distrito Policial de Paraguaçu Paulista, cidade com pouco mais de 40 mil habitantes na região sudoeste de São Paulo.

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Valdirene Ferreira, mãe do atleta, afirmou ao Estadão que mora junto com o filho, diagnosticado com depressão, e vinha cuidando dele. No dia 19, ela saiu para trabalhar e, quando voltou, não encontrou Daniel em casa. Valdirene fez uma publicação no Instagram pedindo informações que ajudem na localização do filho.

Daniel Nascimento, o Danielzinho, cumprimente Eliud Kipchoge, lenda queniana do atletismo, durante os Jogos Olímpicos de Tóquio.
Daniel Nascimento, o Danielzinho, cumprimente Eliud Kipchoge, lenda queniana do atletismo, durante os Jogos Olímpicos de Tóquio.
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

O maratonista, que completa 28 anos nesta terça-feira, 28, foi notificado em julho de 2024 sobre o teste positivo para três hormônios anabolizantes em seus exames antidoping, por isso ficou fora da Olimpíada de Paris.

Após a notificação, uma nota oficial publicada nas redes sociais do atleta dizia que ele convivia "com traumas e problemas mentais que o levaram ao seu pior estágio nos últimos meses". O mesmo texto dizia que, naquele momento, "a comunicação com o atleta" estava "praticamente nula". Em abril de 2025, veio a punição definitiva de cinco anos de suspensão.

Cientes do problemas psicológicos de Daniel, muita pessoas da comunidade do atletismo buscaram ajudá-lo. A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), cujos esforços estava concentrados na organização do Troféu Brasil - principal competição de atletismo do País - ao longo da semana passada, organiza-se para pedir mobilização e divulgação sobre a situação do recordista sul-americano.

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Danielzinho ganhou os holofotes do mundo do esporte durante os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, disputados em 2021 por causa da pandemia de covid-19. Durante a maratona, fez um cumprimento descontraído com Eliud Kipchoge, lenda queniana do atletismo e dono de dois ouros olímpicos. Ele não completou a prova porque passou mal.

O auge do brasileiro, contudo, veio no ano seguinte à Olímpiada. Em abril de 2022, durante a Maratona de Seul, na Coreia do Sul, ele bateu o recorde sul-americano ao completar a prova em 2h04s51. Passados quatro anos, nenhum maratonista do continente conseguiu superar a marca.

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