Gabriel Pec pode desfalcar o Cruzeiro por até seis meses, é o que diz o ortopedista Gabriel Miura. O atacante fraturou a tíbia da perna esquerda na sua estreia com a camisa celeste e precisará passar por uma intervenção cirúrgica.
O atacante de 25 anos, contratado por 12 milhões de dólares, cerca de 60 milhões de reais, fazia sua estreia com a camisa do Cruzeiro quando sofreu uma entrada do zagueiro Vitor Gabriel. Ele precisou ser substituído e saiu de campo com a perna sangrando. Diante da violência da falta, o juiz expulsou o defensor do Internacional.
No dia seguinte, o jogador realizou exames para identificar a gravidade da lesão e foi constatada a fratura na tíbia.
O médico ortopedista Gabriel Miura, professor da pós-graduação em medicina do esporte da Afya Educação Médica Belo Horizonte e especialista em cirurgia de joelho e traumatologia do esporte, concedeu entrevista ao site "No Ataque" e falou sobre as próximas etapas da recuperação do atleta.
Ele afirmou que se a lesão for apenas a fratura, sem danos ligamentar ou vascular, com boa evolução, Pec será tratado com uma "haste intramedular bloqueada". Miura esclareceu que esse processo de cura leva seis semanas, até que o osso seja colado.
A partir desse momento, Gabriel Pec poderá iniciar os trabalhos de recuperação de força e controle muscular, para aí então ser liberado para a transição em campo. De acordo com o ortopedista, o prazo de esforço mínimo é de três meses, mas pode chegar a seis.
"O tempo de consolidação da fratura é de aproximadamente seis semanas. Após essa fase inicia-se trabalho de recuperação da força muscular, do controle motor e exercícios específicos voltados para o futebol. Assim que estiver recuperado completamente do ponto de vista de força e potência muscular, inicia-se trabalho de transição para o campo. O prazo médio para que retorne ao futebol é de três a seis meses. Caso tenha sido uma fratura exposta, o prazo pode aumentar dependendo da evolução da cicatrização e do risco de infecção", disse.