Cristiano Ronaldo anunciou a sua despedida da seleção de Portugal em postagem nas redes sociais. Porém, diferente da aposentadoria de Lionel Messi da Argentina, o que chamou a atenção mesmo foi a frieza dos companheiros do camisa 7. Nada de comentários emocionantes ou grandes mensagens de agradecimentos.
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Bruno Fernandes, por exemplo, repostou o vídeo de CR7 e falou do orgulho de jogar ao lado do ídolo de infância, mas com um tom protocolar. Já o atacante Gonçalo Ramos se resumiu a colocar um emoji de mãos dadas. João Palhinha mandou apenas um "obrigado".
Esse comportamento dos companheiros escancara algo que há muito tempo já era ventilado na seleção portuguesa. Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo não soube a hora de deixar o protagonismo de lado e fazer parte do grupo. Ele exigia continuar sendo o centro da equipe. Uma pena porque nunca teve ao lado companheiros tão talentosos.
Se tivesse aceitado um papel secundário, a campanha de Portugal na Copa do Mundo, por exemplo, poderia ter sido melhor, como mostraram as vitórias na Liga das Nações depois que ele se desentendeu com Jorge Jesus e abandonou a concentração na última Data Fifa.
O talento de CR7 é indiscutível, é o maior jogador da história do futebol português, dificilmente vai ter o recorde de gols e partidas ultrapassado. No entanto, faltou ter humildade para aceitar que não está mais no auge e que falhou na tentativa de conduzir a seleção ao inédito título mundial como protagonista.
Não se assustem se Portugal ganhar um grande título no futebol, até mesmo a Copa do Mundo, após a aposentadoria do seu maior craque.