Com sete estrangeiros no elenco e a influência do Grupo Independiente del Valle como sócio minoritário, o Coritiba precisará recalcular sua estratégia de mercado. A nova regra do Campeonato Brasileiro prevê uma redução gradual no limite de jogadores de fora relacionados por jogo, caindo de oito, em 2027, até cinco, em 2030. Diante desse aperto no teto de vagas, a diretoria alviverde terá de ser mais criteriosa e planejar saídas para viabilizar futuras contratações sul-americanas.
O Coritiba tem sete estrangeiros no elenco: Nicolás Fonseca, Brian Ocampo e Joaquín Lavega, do Uruguai; Fabrício Bustos, da Argentina; Sebastián Gómez e Alejandro Ararat, da Colômbia; e Josué Pesquera, de Portugal.
A presença estrangeira cresceu, com Fabrício Bustos, Nicolás Fonseca e Brian Ocampo chegando recentemente. Joaquín Lavega e Alejandro Ararat foram contratados no início do ano, enquanto Josué está no clube desde 2025. Sebastián Gómez chegou em 2023.
A composição do elenco também acompanha a aproximação com o mercado sul-americano. Esse movimento ganhou outro componente com a influência do Grupo Independiente del Valle, que passou a participar do projeto do Coritiba como sócio minoritário.
Grupo Independiente Del Valle ganha influência no projeto
A presença do grupo equatoriano pode aumentar a atenção do Coritiba para jogadores sul-americanos. A tendência é que o clube mantenha esse mercado no radar, mas agora terá de considerar uma restrição que ficará progressivamente maior.
Michel Deller, proprietário do Grupo Independiente del Valle, e o filho James Deller acompanharam a goleada por 5 a 0 sofrida pelo Coritiba diante do Vasco, em São Januário. A aproximação pode ter reflexos na montagem do elenco comandado das próximas temporadas.
Nova regra muda o espaço para estrangeiros no Coritiba
O Coritiba ainda está dentro do limite atual, mas a redução gradual prevista para o Campeonato Brasileiro interfere diretamente na margem para novas contratações. A partir de 2027, cada equipe poderá relacionar oito estrangeiros por partida.
O número cairá para sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030. Com sete jogadores no elenco atualmente, a diretoria alviverde terá pouco espaço para ampliar esse grupo sem precisar fazer ajustes no mercado da bola.
Contratações terão de ser mais calculadas
A mudança não impede o Coritiba de continuar buscando estrangeiros. O impacto está na margem disponível para incorporar novos nomes ao elenco. Cada contratação precisará ser analisada também sob a perspectiva do limite de jogadores que poderão ser relacionados.
Contratos, possíveis saídas e oportunidades de mercado passam a fazer parte da mesma equação. Empréstimos ou negociações podem abrir espaço caso o clube decida manter a estratégia de buscar atletas fora do Brasil.
A questão ganha importância justamente com o crescimento da presença estrangeira. A diretoria terá de conciliar a aproximação com o mercado sul-americano e a nova realidade do futebol brasileiro, que reduzirá gradualmente o espaço para jogadores de fora do país.