O mesmo fato causou problemas em jogos no Rio de Janeiro e em Curitiba, nesta quinta-feira, durante a 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Torcedores com um equipamento de laser atrapalharam tanto a partida entre Flamengo e Bahia, no Engenhão, quanto o duelo entre Coritiba e Ponte Preta, no Couto Pereira.
Logo no início do jogo no Rio de Janeiro, a Polícia Militar teve que intervir e retirar um torcedor na arquibancada que estava apontando o raio laser contra o goleiro do Bahia, Marcelo Lomba. "Com isso, o torcedor só está prejudicando o espetáculo", disse o camisa 1 tricolor, sem esconder que também teve dificuldades de lidar com a luz diretamente em seu rosto.
"Pega no olho e nossa reação fica um pouco mais lenta. Graças a Deus, eu consegui defender bem mesmo assim, mas que fique a lição para o torcedor vir ao estádio apenas para torcer", pediu.
O problema se repetiu no Engenhão a poucos minutos do fim. Mas desta vez, o laser atrapalhou o bandeira da partida, que imediatamente acionou o árbitro. Wagner Reway, então, passou o caso à polícia, que novamente teve que retirar o torcedor do estádio.
A cena também aconteceu a quilômetros de distância, no Couto Pereira. Perto do fim do primeiro tempo, o árbitro Márcio Chagas da Silva atendeu às reclamações dos jogadores da Ponte Preta e paralisou a partida por conta do laser. A polícia localizou o torcedor, mas só durante a etapa final, quando o goleiro Roberto já havia sido vazado.
"O laser não só incomoda, como também é perigoso. Se ficar determinado tempo na retina pode prejudicar a visão. Isso é uma babaquice que prejudica o nosso trabalho. Deveria haver um rigor maior para coibir", reclamou, sem relacionar, no entanto, o fato ao gol tomado. "O Deivid é um grande atacante, que sabe se posicionar. Antecipou a jogada e não tive tempo de reagir", explicou Roberto.