Pressionado por uma dívida de R$ 2,8 bilhões, crise no futebol e risco de intervenção judicial, o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, desistiu da reeleição. A decisão também foi motivada por incertezas jurídicas no estatuto sobre a validade de sua candidatura. Diante do fim do prazo para registro de chapas, a base governista agora busca um substituto, avaliando nomes como Rozallah Santoro, enquanto a oposição já articula candidaturas para a disputa presidencial de 28 de novembro.
O presidente Osmar Stábile comunicou a interlocutores próximos que não pretende disputar a reeleição para o comando do Corinthians. A decisão de bastidor foi externada nesta quarta-feira (14), na véspera do encerramento oficial do prazo para registro das chapas no Parque São Jorge.
Além disso, a desistência ocorre sob um cenário de forte turbulência interna motivada pelo momento delicado do futebol e por uma dívida acumulada de R$ 2,8 bilhões. Com isso, pesou também a possibilidade de o Ministério Público de São Paulo solicitar uma intervenção judicial no clube social.
Brecha no estatuto do Corinthians gera incerteza jurídica
De fato, o dirigente convivia com questionamentos de conselheiros sobre a validade legal de um novo mandato. O estatuto do clube proíbe a reeleição, abrindo exceção apenas para quem assume por vacância e cumpre até dezoito meses de gestão.
Contudo, juristas do Corinthians divergiam se esse cálculo deveria incluir o período interino exercido após o impeachment de Augusto Melo em 2025. Por essa razão, a incerteza quanto à impugnação da chapa nas urnas acelerou a decisão de deixar a disputa eleitoral.
Base aliada busca substituto e oposição tem nomes confirmados
Por outro lado, o grupo governista composto majoritariamente por conselheiros vitalícios iniciou conversas para articular um novo candidato para o pleito de 28 de novembro. Entre os nomes avaliados para receber a bênção do mandatário, surge a opção de Rozallah Santoro, ex-diretor do setor financeiro.
Assim, o cenário político corintiano conta até o momento com nomes como Sérgio Janikian, André Negão, André Castro e José Augusto Mendes na corrida presidencial. Dessa maneira, a cúpula tenta formar uma frente unificada para evitar a dispersão de votos nos corredores do clube.
Por fim, o prazo fatal das inscrições termina na tarde desta quinta-feira (15) com a entrega formal dos formulários eleitorais. Agora, os associados do Corinthians aguardam o desenho definitivo dos candidatos para definir o futuro político da instituição.
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